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Holanda autoriza venda do ABN Amro a consórcio formado pelo Santander

O governo holandês autorizou ontem a venda do ABN Amro para o consórcio formado pelo britânico Royal Bank of Scotland (RBS), o espanhol Santander e o belga-holandês Fortis. ''''Este é um passo importante para a conclusão da nossa oferta pelo ABN'''', afirmou o consórcio, em comunicado.No mês passado, o Ministério de Finanças da Holanda já havia aprovado a oferta do Barclays, de 67 bilhões, a maior parte em ações. A proposta do consórcio é de 71 bilhões, sendo 93% em dinheiro.No comunicado, o ministro de Finanças da Holanda, Wouter Bos, incluiu recomendações do banco central (BC) local. Uma delas é a apresentação, em dois meses, de um plano detalhado da aquisição. Além disso, os bancos não poderão fazer mudanças fundamentais na organização, divisão de tarefas e responsabilidades do ABN antes da compra.A oferta ainda terá de passar pela Comissão Européia, que tem até amanhã para se pronunciar. Isso porque, na quinta-feira, o ABN fará uma assembléia de acionistas para discutir as ofertas do consórcio e também do britânico Barclays.Em entrevista ao jornal holandês Het Financieel Dagblad, o presidente do ABN, Rijkman Groenink, disse que o banco considera aceitáveis os riscos no caso de ser absorvido pelo consórcio. ''''Tem havido muitas incertezas, mas, pelas conversas com o consórcio, parece que estão decididos a ter sucesso. Isso significa que, se trabalharmos juntos, podemos reduzir os riscos a um nível aceitável.''''Ele acredita que o banco não será vendido para o Barclays, autor da oferta amigável. O executivo, no entanto, se negou a apoiar a proposta do trio de bancos, apesar da oferta maior.SEGUNDO DO BRASILO presidente do Grupo Santander, Emilio Botín, afirmou que espera que as negociações sejam concluídas em 20 dias. Se a oferta for aceita, o Santander se tornará o segundo maior banco privado no Brasil.O executivo praticamente confirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o negócio está fechado e será formalizado até 5 de outubro. Botín afirmou que só um ''''tsunami'''' poderia impedir o negócio.No Brasil, a maior preocupação é com a manutenção do número de empregos. Segundo sindicalistas, os 54 mil funcionários das duas instituições (ABN e Santander) terão seus empregos ameaçados caso a operação se concretize.

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2018 | 00h00

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