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Holanda é o país que mais ajuda no desenvolvimento, conclui relatório

A Holanda é, entre os países ricos, o que mais faz para melhorar a vida das pessoas no mundo em desenvolvimento, conclui um relatório da organização Centro para o Desenvolvimento Global (CDG, na sigla em inglês).O último colocado no ranking de 21 países elaborado pela entidade baseada em Washington é o Japão. Os Estados Unidos aparecem em 13º lugar.Os países são classificados conforme o seu "Índice de Compromisso com o Desenvolvimento" - criado pela ONG com base em uma avaliação das políticas de comércio, imigração e meio ambiente, além da ajuda econômica a nações em desenvolvimento. A ajuda é medida não só pelo volume, como pela proporção que ocupa no PIB (Produto Interno Bruto) do país e pela qualidade do que é doado. Os Estados Unidos por exemplo são os maiores doadores em quantidade mas têm o menor índice de recursos doados na relação com o PIB.A ONG também divulga a avaliação dos países por área - Ajuda, Comércio, Investimento, Tecnologia, Meio Ambiente, Migração e Segurança. A Holanda, por exemplo, é destacada pelos seus "generosos" pacotes de ajuda e pelas medidas ambientais, mas está em sexto lugar no que diz respeito a políticas comerciais.ComércioJá os Estados Unidos estão mal colocados em ajuda externa e política ambiental, mas as suas tarifas a produtos agrícolas de outros países são "menores do que a maioria dos países" incluídos no ranking.O país aparece em segundo - atrás apenas da Nova Zelândia - na lista de países cujas políticas comerciais mais contribuem para o desenvolvimento mundial.O CGD diz, porém, que muito dinheiro é reservado à aquisição de produtos americanos - o que seria uma espécie de subsídio disfarçado. O governo americano também não escapou das críticas pela sua política de ajuda no Iraque - segundo o CDG, 90 centavos de cada dólar doado foram perdidos para a violência e a corrupção. O Japão ficou em último no ranking geral "por causa de uma combinação de fatores incluindo baixa ajuda e fortes barreiras a importações e imigrantes de nações mais pobres".À exceção da Holanda, o topo do ranking é dominado por países escandinavos - em segundo lugar está a Dinamarca (líder no ano passado), seguida por Suécia e Noruega. A avaliação se refere a 2005, terceiro ano consecutivo analisado pela organização.O CDG defende a mudança de políticas nos Estados Unidos e outros países ricos a fim de reduzir a pobreza e a desigualdade no mundo.A presidente da entidade, Nancy Birdsall, diz que houve uma melhora "constante" do compromisso dos países ricos com a redução da pobreza em anos recentes. Birdsall ressalva, no entanto, que as promessas de que 2005 seria "O Ano do Desenvolvimento" não se concretizaram.

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