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Holanda vai injetar 3 bilhões de euros no ABN Amro

O governo holandês anunciou que precisará injetar mais 3 bilhões de euros em dinheiro no banco nacionalizado ABN Amro , aumentando a dívida do país sem um retorno para o Estado no futuro imediato.

BEN BERKOWITZ E GILBERT KREIJGER, REUTERS

19 de novembro de 2009 | 11h58

O ministério das Finanças também afirmou nesta quinta-feira que as arrastadas negociações para a venda dos ativos do ABN ao Deutsche Bank devem chegar ao valor de 700 milhões de euros. A transação, porém, pode entrar em colapso a menos que o Parlamento a aprove até 31 de dezembro. O Deutsche Bank não quis comentar a respeito.

O governo holandês nacionalizou as operações locais do Fortis, incluindo o ABN Amro, por 16,8 bilhões de dólares em outubro de 2008, um ano depois que um consórcio incluindo Fortis e Royal Bank of Scotland comprou o ABN.

"Eu duvido que essa seja a última injeção de capital", disse Arnoud Boot, professor de finanças corporativas e mercados financeiros da Universidade de Amsterdã. "Sem dúvida, haverá alguns bilhões a mais no caminho."

Além dos 3 bilhões de euros em dinheiro, o governo afirmou que 1,4 bilhão de euros em bônus de longo prazo serão convertidos em ativos para o ABN Amro, levando o total da intervenção a 4,4 bilhões de euros.

O governo já havia investido outros 2,5 bilhões de euros no ABN Amro em meados deste ano para ajudar a financiar a divisão dos ativos estatais dos ativos de propriedade legal do RBS. A separação deve ser concluída na primeira metade de 2010.

Segundo o ministério, a nova injeção de capital, mais a realizada no meio do ano, elevam a dívida nacional em 0,5 por cento do PIB, e exigirão mudanças no orçamento.

O governo, que vai vender novos bônus para financiar a injeção, previu em setembro que a dívida pública alcançaria 65,8 por cento do PIB no próximo ano.

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