Holcim destaca crescimento no Brasil

Eventos esportivos, boom imobiliário e eleições impulsionam as vendas de cimento na América Latina

Jamil Chade / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2010 | 00h00

A demanda por cimento no Brasil bate recordes. Em toda a América Latina, as eleições têm aumentado os gastos com obras públicas. Esses são alguns dos fatores que impulsionam os lucros de multinacionais do setor do cimento. As informações são da gigante do setor de construção, a suíça Holcim, que ontem revelou uma queda de 37% em seus lucros no mundo. Já nos países emergentes, os lucros têm sido sólidos.

No Brasil, obras do PAC, o boom imobiliário em diversas cidades brasileiras e as perspectivas da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 contribuem para um mercado da construção aquecido. "No Brasil, uma demanda robusta do mercado doméstico levou o consumo de cimento a níveis recordes", afirma a Holcim em comunicado. "Apoiada por numerosos projetos de infraestrutura, a Holcim Brasil tem aumentando de forma permanente suas vendas de cimentos desde o começo do ano", diz a empresa, a segunda maior do mundo no setor.

A Associação Brasileira de Cimento Portland já indicou que poderia até faltar cimento no País diante da alta do consumo. Os números da associação indicam que, em 2009, foram consumidos 51,5 milhões de toneladas. Para 2010, a projeção é de uma alta de 12%. Só em julho a expansão foi de 20% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Eleição. Segundo a gigante do setor de cimentos, as eleições na América Latina também têm pesado nas vendas da empresa suíça. Um exemplo foi a eleição presidencial na Colômbia, em maio. "A Holcim Colômbia aumentou a venda de cimento nos meses que antecederam à eleição presidencial", afirmou a empresa em seu relatório semestral, insinuando uma alta nos gastos públicos com obras pelo governo para eleger seu sucessor.

Entre a alta de vendas no Brasil, Colômbia e Argentina e a queda na América Central, os resultados da Holcim na região permaneceram estáveis no primeiro semestre do ano, com vendas de 5,9 milhões de toneladas de cimento.

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