'Home office' sofistica mercado de papelaria

Em Tóquio, a rede Itoya oferece nada menos do que 11 andares em que consumidores podem escolher a caneta, o papel de carta, o apontador e a lapiseira perfeitos. É um movimento de sofisticação no consumo de papelaria que deverá ser visto também por aqui, graças à proliferação dos home offices, segundo o consultor Julio Takano, da KT Soluções em Varejo.

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2013 | 02h06

Segundo ele, à medida que cada pessoa precisa ter um cantinho em casa para trabalhar, além de ter de carregar o escritório na bolsa durante viagens, a personalização ganhará destaque. "O mix de produtos terá de mudar, para atender àquela pessoa que prefere o mouse portátil, que cabe melhor na bagagem de mão", explica.

A emergência dos home offices já foi percebida pelo sócio-diretor da Kalunga, Roberto Garcia. Ele acredita que, à medida que o trabalho em casa crescer, a tendência será a migração para as compras para a internet, com entrega rápida.

Hoje, o site da Kalunga - que também está disponível para dispositivos móveis - representa 11% das vendas do grupo, com receita de R$ 160 milhões em 2013. "Na internet, as pessoas podem fazer a lista dos itens que costumam comprar e acessá-la constantemente."

Com a meta de atender mais rapidamente os pedidos feitos pela web, a empresa pretende construir um novo centro de distribuição em Itaquaquecetuba (região metropolitana de São Paulo), que reforçará o trabalho do CD que já funciona no município paulista de Barueri.

Para reforçar o conceito de one-stop shop, em que todas as necessidades de um escritório de qualquer porte possam ser satisfeitas por um só fornecedor, a Kalunga vai introduzir um novo serviço em algumas de suas lojas a partir do ano que vem: as impressões.

A ideia é começar com itens mais básicos, como cartões de visita, catálogos e calendários, mas a iniciativa poderá ser estendida para banners e outros materiais de divulgação mais complexos, de acordo com Roberto Garcia.

É uma tentativa da empresa de abocanhar um mercado que, a exemplo do que ocorria há algum tempo com a papelaria, ainda é dominado pelas pequenas gráficas. A Alphagraphics, que funciona no sistema de franquias e é uma das referências no segmento, hoje contabiliza pouco mais de 20 lojas./F.S.

Para atender quem

trabalha em casa,

empresas do setor terão de oferecer produtos e serviços pesonalizados

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