Homem mais rico da Europa volta para a Suécia, após 40 anos

Dono da IKEA, Ingvar Kamprad havia deixado seu país nos anos 70 para pagar menos imposto em outros lugares

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h19

O homem mais rico da Europa, Ingvar Kamprad, dono da empresa de móveis IKEA, anunciou que pretende voltar para sua terra natal, a Suécia, 40 anos depois de abandonar o país para fugir dos altos impostos.

Aos 87 anos, o empresário afirmou que deve deixar a Suiça até o fim do ano para morar nos arredores de Almhult, cidade do sul da Suécia onde fundou a IKEA, 70 anos atrás.

"Volto para ficar mais próximo da família e de velhos amigos", afirmou o bilionário, em uma nota à imprensa. "Depois da morte de minha querida esposa Margareta, há cerca de um ano e meio, há menos coisas para me manter na Suíça."

Dono de um patrimônio avaliado em US$ 51,7 bilhões, Kamprad é o quarto homem mais rico do mundo. Ele criou a IKEA quando tinha 17 anos, produzindo, no começo, enfeites de Natal por encomenda.

Em 1951, ampliou o negócio para a fabricação de móveis e hoje sua empresa atua em mais em 44 países e fatura cerca de US$ 35 bilhões.

Kamprad saiu da Suécia no início dos anos 70, num protesto contra a alta carga tributária sobre as empresas e fortunas. A coalizão de centro-direita que governa a Suécia baixou alguns impostos e aboliu um tributo sobre o patrimônio.

"Naquele tempo o regime tributário era muito duro", disse o empresário, que primeiramente viveu na Dinamarca e, depois de três anos, se mudou para a Suíça.

Sucessão. A decisão de voltar para casa foi tomada depois de vários movimentos internos para preparar a sucessão na maior varejista de móveis do mundo, que ficará com as gerações seguintes da família.

No começo do mês, a empresa já tinha anunciado que o empresário deixaria o comando dos negócios e que seu filho mais novo assumiria como presidente.

Apesar da crise econômica da Europa, a IKEA tem crescido nos últimos anos. Agora, os três filhos de Kamprad devem assumir a missão de expandir a empresa e crescer nos mercados emergentes de China e Índia, além de ampliar as operações pela internet./ AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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