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Homens fortes são mais direitistas em questões econômicas, diz pesquisa

Cientistas da Dinamarca e da Califórnia fazem relação inédita entre bíceps e distribuição de renda

17 de maio de 2013 | 12h47

SÃO PAULO - Um estudo feito por cientistas da Universidade Aarthus, da Dinamarca, e da Universidade da Califórnia indica pela primeira vez a relação entre a linha do pensamento humano em relação a questões econômicas como a distribuição de riquezas e a força bruta.

Segundo a pesquisa publicada na revista Psychological Science, homens fisicamente fortes tendem a assumir posições políticas mais à direita que os fracos, mais propensos a defender a distribuição da riqueza e o Estado de bem-estar social.

A tendência, segundo os pesquisadores, remontaria ao tempo em que a distribuição da riqueza não era decidida em Parlamentos, mas pelos trogloditas mais fortes. A relação entre força e direitismo não se aplica às mulheres, segundo a pesquisa.

O site Mail Online, do jornal inglês Dailymail, ilustrou reportagem sobre o assunto com uma foto do ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, do partido Republicano.

Para fazer a pesquisa, os cientistas da Universidade de Aarhus coletaram dados sobre o tamanho dos bíceps, status sócio-econômico e apoio à causa da redistribuição de renda de pessoas nos Estados Unidos, Argentina e Dinamarca.

A reportagem cita o líder trabalhista inglês Ed Miliband como exemplo de humanos com menos força corporal e mais propensos a apoiar o estado de bem-estar. Esse tipo seria mais capaz de  colocar os próprios interesses de lado e apoiar a redistribuição de renda.

Os pesquisadores não encontraram nenhuma ligação entre a força superior do corpo e opiniões de redistribuição entre as mulheres.

O professor Michael Petersen explicou que a formação do enfoque político da questão econômica carrega no seu âmago o processo de seleção natural da humanidade."Opiniões políticas são projetadas pela seleção natural ao longo da história evolutiva humana", afirma.

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