Homens lideram inadimplência na compra com cheque no 1º bimestre de 2010

Sexo masculino contabilizou 50,34% dos 455 consumidores inadimplentes entrevistados pela TeleCheque

Agência Estado,

25 de março de 2010 | 11h44

Desde abril de 2008 atrás das mulheres, os homens voltaram a representar no início deste ano maioria entre os consumidores inadimplentes na compra com cheque. Dados divulgados nesta quinta-feira pela TeleCheque, apontam que nos dois primeiros meses deste ano o sexo masculino contabilizou 50,34% dos 455 consumidores inadimplentes entrevistados pela empresa, uma alta de 12,09% frente ao bimestre anterior (novembro e dezembro de 2009) e de 9,5% ante os dois primeiros meses do ano passado.

 

De acordo com o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto, o crescimento da inadimplência entre os homens acompanha o aumento dos indicadores de desemprego no mesmo período. 

 

"Essa mudança do perfil do inadimplente tem acendido um alerta para o comportamento de mercado", afirmou. Segundo Neto, a faixa etária que liderou a inadimplência nos dois primeiros meses de 2010 foi a de 31 a 40 anos, a qual geralmente, segundo ele, não está inserida nas vagas temporárias criadas em fim de ano.

 

A pesquisa da Telecheque traça ainda o perfil do inadimplente no primeiro bimestre deste ano: homem casado (47,42%), com idade entre 31 e 40 anos (33,48%), com 2º grau completo (46,97%), empregado (35,28%) e com a faixa de rendimento entre R$ 2.075 a R$ 2.490 (20,22%). Os dados divulgados pela empresa apontam também que o principal motivo da inadimplência foi o descontrole financeiro (47,19%). Os itens mais comprados foram Telefonia Celular e Acessórios (13,03%), Vestuário (11,01%) e Supermercados (9,21%).

 

A previsão do vice-presidente da TeleCheque é de que as classes de rendimentos mais baixos devem assumir o posto de mais inadimplentes nos próximos bimestres. "As classes C e D têm enfrentado maior dificuldade em conseguir crédito no País, ao contrário da A e B que, naturalmente, conquistam vantagens em diversas instituições financeiras", explica.

 

Neto pondera, contudo, que o mercado está disposto a investir, o que for necessário, para ampliar as condições de pagamento para todas as classes sociais. "Não vão economizar em campanhas publicitárias e condições de prazos e descontos diferenciados para fidelizar os consumidores de suas lojas", afirma.

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