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Homens presenteiam mais do que mulheres no Dia dos Namorados

Sondagem sobre o perfil do presente, feita com 800 consumidores da Região Metropolitana de São Paulo pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), mostra que os homens pretendem presentear mais do que as mulheres. Segundo o levantamento, 50% deles pretendem comprar algo para seus parceiros no próximo dia 12. No caso das mulheres, o porcentual é de 40%. De modo geral, só 45% dos entrevistados têm intenção de ir às compras.O fato de 69% das mulheres preferirem comprar uma camiseta oficial da seleção brasileira a levar o companheiro para jantar comprova a observação do presidente da Casa, Abram Szajman, de que a Copa do Mundo já ofusca a data. Entre os homens, o índice ficou em 61%.O valor médio do presente será de R$ 54. O medo da inadimplência prevalece entre os consumidores: 54% se mostram dispostos a gastar menos ou a mesma quantia em relação ao Dia das Mães. Só 31% estão propensos a desembolsar uma quantia maior. Outro dado que confirma tal preocupação está na modalidade preferida entre as formas de pagamento: 63% pretendem comprar à vista e apenas 3% devem usar cheques pré-datados.Em relação aos itens que prometem ser os mais procurados, saem na frente os tradicionais. A sondagem mostra que 34% dos entrevistados comprarão peças de vestuário, 11% perfumes/cosméticos e 8% calçados e bolsas. Flores, com 4% das intenções, e bombons, 1%, devem fugir à regra.Da mesma forma, questionados sobre o que gostariam de ganhar, 31% preferem peças de vestuário, 12% perfumes/cosméticos e 10% calçados e bolsas. Apenas 4% vão ficar felizes ao receber flores e 1% se a opção for bombons.Comércio Mais pessimistas do que no Dia das Mães, os comerciantes prevêem vendas menores para o dia 12 de junho em relação ao ano passado. A sondagem mostra que, este ano, o faturamento no Dia dos Namorados deverá ficar 4% abaixo do verificado em 2005. Contudo, segundo a entidade, é importante ponderar alguns fatores, como as vendas deixadas para a última hora. Além disso, o elevado grau de endividamento da população, que atingiu 60% em maio, também pressiona de modo negativo o desempenho do comércio."Esses números mostram que o forte apelo comercial da data mostra-se insuficiente para aquecer a disposição de presentear. Isso revela que o endividamento e a inadimplência continuam preocupantes, o que represa as vendas e, conseqüentemente, inibe a expansão do faturamento do varejo ao longo do ano. Além disso, o fato do primeiro jogo da seleção brasileira acontecer no dia seguinte ao dos Namorados acaba por desviar a atenção", afirma o presidente da Fecomercio, Abram Szajman.A descrença dos lojistas se verifica também na baixa adesão à realização de promoções ou ações publicitárias. Este ano, apenas 26% resolveram lançar mão tanto da primeira quanto da segunda estratégia para elevar as vendas durante a data. Outro termômetro que retrata o pessimismo está nos estoques. A maioria, 42%, manteve o mesmo patamar no contraponto a 2005. O levantamento foi feito com 210 empresários do município de São Paulo, nos dias 5 e 6 de junho.

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