Hong Kong e Cingapura lideram abertura comercial

Hong Kong e Cingapura são os países mais abertos para o comércio exterior, conforme o Fórum Econômico Mundial. Os dois países do leste asiático lideram o ?Global Enabling Trade Report 2008?, levantamento divulgado hoje pela organização, em Genebra (Suíça).Conforme o relatório, o resultado atesta que a abertura internacional é parte da estratégia de desenvolvimento econômico dos dois países. ?Ambos adotaram práticas administrativas altamente eficientes?, diz o estudo. ?Eles também estão dotados de estruturas de transporte e telecomunicações bem desenvolvidas, que asseguram um trânsito rápido ao destino final.?A organização diz ainda que Hong Kong não aplica tarifas sobre a importação de produtos e o ambiente de negócios é aberto ao investimento e ao trabalho de estrangeiros. Além disso, o sistema de transporte e telecomunicações é bem desenvolvido e a administração de fronteiras, eficiente. No entanto, há preocupações com corrupção.Já o sistema administrativo de Cingapura é mais transparente e o país também conta com um ambiente aberto para os negócios e infra-estrutura favorável. Segundo o levantamento, o custo de importação de mercadorias é o mais baixo entre todas as economias avaliadas. No entanto, o país perde ponto no quesito de acessibilidade do mercado, em razão de barreiras não-tarifárias.Depois de Hong Kong e Cingapura, as colocações seguintes são ocupadas por: Suécia, Noruega, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Suíça e Nova Zelândia. A lista contempla os dez primeiros do ranking elaborado com 118 economias do mundo, entre países desenvolvidos e emergentes. O Brasil ocupa a 80ª posição.Os Estados Unidos ficaram com o 14º lugar. A organização aponta que a maior economia do mundo se beneficia de um sistema de transporte e telecomunicações que estão entre os melhores do mundo. Segundo o levantamento, os EUA têm barreiras tarifárias e não-tarifárias ?relativamente baixas?. O que pesa contra são os elevados custos de importação.O Reino Unido está na 16ª posição. A administração de fronteiras aparece bem avaliada e há baixo nível de corrupção. Mas, se por um lado o país exibe as ?mesmas tarifas baixas que vários outros países da União Européia?, as barreiras não-tarifárias são mais elevadas. Essa mesma observação é feita para a França (19ª colocada).

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