Tasso Marcelo|Estadão
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Hong Kong reabre mercado para carne brasileira

País havia bloqueado totalmente a compra de carne nacional, independentemente do frigorífico; somente as carnes provenientes das plantas investigadas na operação continuam bloqueadas

Lu Aiko Otta e Eduardo Rodrigues, Broadcast

28 de março de 2017 | 10h55

BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura informou que Hong Kong reabriu as importações de carne brasileira. O país havia bloqueado totalmente a compra de carne nacional, independentemente do frigorífico. Agora, somente as carnes das 21 plantas que foram alvo da operação Carne Fraca continuam bloqueadas. 

Esse é o segundo maior mercado para carne e derivados do País, com importações de US$ 1,5 bilhão no ano passado. A reabertura do mercado era esperada depois que a China retomou suas compras do Brasil, no sábado passado, 25. 

A reabertura do mercado de Hing Kong para a carne brasileira é imediata, informa nota do Centro de Segurança Alimentar (CFS). O documento diz que, "em resposta às últimas informações fornecidas pelas autoridades brasileiras e o controle estrito do seu sistema de segurança alimentar", decidiu ajustar a restrição à importação do produto brasileiro,  limitando-o à carne e frango, congeladas e refrigeradas, das 21 plantas que foram alvo da operação Carne Fraca, da Polícia Federal. "Se as autoridades brasileiras fornecerem  mais informações das 21 plantas, o centro conduzirá uma reavaliação", acrescenta ou documento.

O governo de Hong Kong informa que recebeu informações sobre as fiscalizações realizadas pelo governo brasileiro após a operação policial, e sobre medidas adotadas com o intuito de assegurar o bom funcionamento do sistema.

 O  governo brasileiro informou ainda que os 21 estabelecimentos sob investigação foram alvo de uma auditoria e disse  que não há indícios que outros  frigoríficos autorizados a exportar estejam envolvidos irregularidades.

O  governo brasileiro argumentou ainda que outros países e blocos econômicos seguiram importando a carne brasileira. É o caso da União Europeia, Cingapura e China.

 

O governo de Hong Kong, informa a nota, realizou testes em 66 amostras de carne  brasileira que chegaram ao país.

 

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