Evelson de Freitas/AE
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Hora de reformar o prédio

Obras que alterem áreas comuns devem ser bem planejadas e aprovadas pelos moradores

Eleni Trindade, do Jornal da Tarde,

25 de fevereiro de 2011 | 08h49

Com várias construções novas surgindo ao redor do condomínio no Morumbi, onde mora o gerente de vendas Alfredo Antonio Di Lello, de 60 anos, ele e os demais condôminos do residencial decidiram fazer algumas reformas no prédio. "Decidimos modernizar a fachada, investir em segurança e realizar algumas obras pontuais para valorizar o imóvel e deixá-lo mais seguro", conta ele, que é síndico do condomínio há seis anos.

A obra, explica Di Lello, foi muito bem planejada. "Antes de mais nada, reunimos sugestões dos moradores sobre o que gostariam de alterar ou acrescentar e as levamos para uma arquiteta elaborar um projeto."

Nem todas as sugestões puderam ser incluídas, porém os moradores aprovaram em assembleia o projeto elaborado pela profissional. As obras foram iniciadas há um ano.

"A segurança foi nossa prioridade. Investimos em câmeras, novas grades de proteção, sistemas de vigilância e reposicionamento da guarita. Mas também atendemos a um pedido dos moradores ao construir uma churrasqueira onde antes ficava um tanque de areia para crianças", diz Di Lello. "Na parte de trás da nova construção há um gramado onde colocamos alguns brinquedos", completa. Segundo o síndico, o cronograma prevê mais obras para incrementar a segurança do edifício e atualização da fachada com pastilhas.

É perfeitamente normal que os condomínios passem por reformas com o passar do tempo, tudo para atender às necessidades dos moradores, além de evitar que fiquem obsoletos e desvalorizados. É importante lembrar que os moradores precisam sempre aprovar em assembleia qualquer alteração desse tipo. Todos devem saber exatamente como será a reforma. "Sempre que surgir a necessidade de uma mudança de configuração nas áreas comuns, a demanda tem de ser apresentada em assembleia, convocada pelo síndico", explica Hubert Gebara vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e presidente do Grupo Hubert. "A obra em questão deve estar na ordem do dia, ou seja, nos comunicados aos moradores o tema da reunião deve ser informado com destaque."

E todo o processo deve ser acompanhado de perto pelo síndico, pois ele tem responsabilidade civil em qualquer situação referente ao condomínio, afirma Marcelo Marques, diretor administrativo da Associação dos Síndicos Comerciais e Residenciais do Estado de São Paulo (Assosindicos). "A obrigação do síndico é convocar todos os moradores por meio do quadro de avisos, cartas com aviso de recebimento ou pela internet. Todo o processo deve ser documentado para não acarretar embargo ou cancelamento da obra ou até mesmo o processo de um morador contrário às mudanças."

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