Hora extra chega às empresas de recrutamento

A recuperação da economia já chegou às empresas especializadas no recrutamento e seleção de executivos. Depois de dois anos de baixa atividade, agora essas consultorias registram forte crescimento na demanda das empresas por profissionais especializados.Na Manager, a oferta de vagas para executivos aumentou 40% nos últimos três meses. O aquecimento dos negócio foi tamanho que os consultores passaram a fazer hora extra para dar conta do trabalho. ?Muitas empresas retomaram projetos que estavam pendentes, revendo estratégias e investindo em novos centros de competência", diz Neli Barboza, gerente de Recrutamento da Manager. O aquecimento dos negócios animou o mercado. "Em mais de 20 anos no Brasil, nunca vi nada semelhante, nem nos tempos dourados de 1987 a 1989", comemora o presidente de uma grande empresa de headhunter de altos executivos, de capital alemão. Motivo: a multinacional nunca faturou tanto no País como nos últimos dois meses. Na Catho, a demanda por executivos aumentou 20% nos últimos 3 meses. "Estamos nos preparando para um segundo semestre ainda mais aquecido, principalmente nas contratações do setor industrial", diz Silvana Case, vice-presidente-executiva da Catho. Setores em destaqueA oferta de cargos de diretoria e presidência nas empresas concentra-se nos setores siderúrgico, bens de consumo, automotivo, metalúrgico e mineração. As empresas já enfrentam escassez de profissionais para a área de comércio exterior. "A estabilidade econômica animou as empresas a investir em projetos de longo prazo", afirma Marcelo de Lucca, diretor da Divisão de Finanças da Michael Page, consultoria inglesa de recrutamento de executivos.Mas ele pondera que a retomada é forte, porém a base de comparação é baixa. Mesmo assim, nos últimos seis meses, a Michael Page se viu obrigada a contratar dez consultores, ampliando sua equipe em 30%. A procura por mais profissionais não é só para cargos executivos. Nos últimos 3 meses, a Adecco registra aumento de 50% na demanda por profissionais de áreas operacionais e administrativas. De acordo com a gerente Regional de Seleção, Adriana Fernandes, o maior crescimento ocorreu na Região Metropolitana de São Paulo e no interior do Estado. Os profissionais mais procurados são para áreas comerciais, administrativas e financeiras, em empresas dos setores de papel e celulose, química e tecnologia da informação. "As empresas estão sentindo a recuperação da atividade na indústria e no comércio".

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