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Hotel Glória só ficará pronto depois da copa

Primeiro cinco estrelas do Brasil, o Hotel Glória ficará de fora da Copa do Mundo de 2014. O prospecto enviado a potenciais investidores pela companhia suíça Acron - que negocia a compra do hotel com a REX, braço imobiliário do grupo EBX - prevê a conclusão das obras apenas no quarto trimestre de 2015.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

05 de outubro de 2013 | 09h52

O material publicitário, ao qual o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, teve acesso, indica a rede Four Seasons como o provável operador do Glória. O contrato de gestão será de, no mínimo, 20 anos. À frente de hotéis e resorts de luxo no mundo todo, o grupo ainda não está no Brasil.

Para seduzir investidores internacionais e selar o acordo definitivo com Eike Batista, a Acron promete colocar o Glória Palace Hotel no "Top 10" dos hotéis de luxo do mundo. A tradição do hotel, famoso por receber 19 presidentes ao longo de oito décadas - da abertura, em 1922, ao ano 2000, quando fechou - é mencionada pela Acron. A companhia suíça destaca ainda que o hotel fica a poucos metros do mar, perto do aeroporto Santos Dumont, do centro da cidade e da Marina da Glória, que receberá competições dos Jogos Olímpicos de 2016.

A Acron pretende formar um fundo de investidores que será remunerado de acordo com a receita de ocupação. O pagamento da primeira parcela, de R$ 250 milhões para adesão ao negócio, está previsto para o dia 24. Outros R$ 250 milhões seriam aportados até novembro de 2015.

Os R$ 500 milhões do negócio incluem o preço do prédio (R$ 220 milhões) e os R$ 350 milhões da obra. O hotel foi comprado por Eike em 2008, ao preço de R$ 80 milhões. O grupo de investidores representado pela Acron também se candidataria a assumir o contrato de financiamento com o BNDES, que aprovou o empréstimo de R$ 190,6 milhões, dentro do programa de incentivo a investimentos à rede hoteleira para a Copa de 2014. Até agora houve apenas liberação de parte dos recursos, de R$ 50 milhões, em novembro de 2012. Com a reforma do hotel praticamente parada, o financiamento segue também em suspenso no banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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