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‘House of Cards’ pega carona na crise política

Série ambientada na Casa Branca, com Kevin Spacey, estreou a quarta temporadana última sexta-feira

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2016 | 03h00

Em um dia em que o cenário político brasileiro pegou fogo, a última sexta-feira, o serviço de streaming Netflix pegou carona no clima quente para reforçar o marketing da série House of Cards, que entrou em sua quarta temporada no último dia 4.

Enquanto internautas discutiam a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da Polícia Federal, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a equipe de mídias sociais do Netflix acompanhou de perto a movimentação – e chegou a entrar na discussão, com o personagem central de House of Cards, o presidente Frank J. Underwood, vivido pelo ganhador do Oscar Kevin Spacey.

O Netflix chegou a divulgar uma carta de Underwood endereçada ao povo brasileiro, que foi amplamente visualizada e compartilhada no Facebook. Dizia o texto, citando a “cobertura” da imprensa brasileira sobre o personagem: “À parte de tudo o que a mídia pode dizer, existem também os fatos alegados pelo próprio presidente: sua campanha é completamente limpa, honesta e legal. Francis J. Underwood nunca prejudicou ninguém para chegar à Presidência e jamais faria isso para continuar nela.”

Revistas. Além da ação no Facebook, o Netflix também fez uma parceria de mídia com duas das principais revistas de cobertura política no Brasil – Veja e Carta Capital –, que publicaram capas falsas, com diagramação parecida com a real, simulando reportagens sobre Frank Underwood e sua esposa, Claire, vivida na série pela atriz Robin Wright. Essa ação também ganhou o jornal Zero Hora (do Rio Grande do Sul) e O Povo (Ceará). Mais de 2,4 milhões seguem a página nacional da atração no Facebook.

Nas redes sociais, o Netflix interagiu com os internautas, mesclando as notícias reais sobre a política no País com os personagens da série. Para um leitor que aconselhou: “Cuidado com o japonês da federal, Frank”, a equipe do Netflix respondeu: “Não temos problema com nenhum japonês, meu caro. Inclusive incentivamos a comunidade nipoamericana em nossas pautas.” 

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