HRT estuda a venda de fatia de blocos na Amazônia

Segundo o presidente da petroleira, Márcio Mello, ideia é vender uma participação de 15% a 20% para dividir riscos

MÔNICA CIARELLI / RIO , O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h10

A HRT estuda a possibilidade de vender parte de sua fatia acionária em blocos na Bacia do Solimões, na Amazônia. Segundo o presidente da petroleira, Márcio Mello, a HRT tem sido muito procurada por interessados em participar do investimento.

"A ideia é em 2013 abrir um 'farm out' (venda de ativos) para Solimões para dividir risco e trazer capital para a companhia. (....) Pensamos em negociar de 15% a 20%", afirmou. A ideia é ter, pelo menos, mais um sócio no negócio.

A HRT já é sócia da russa TNK-BP no Solimões. O grupo brasileira é operador e detém 55% de participação nos blocos da região amazônica, que cobrem uma área de 48,5 mil quilômetros quadrados.

"É uma área muito grande. São duas Dinamarcas, com uma logística muito complexa", afirmou. E completou: "Solimões é um investimento muito caro. Somos uma companhia média, aquilo é para uma gigante tocar sozinha", explicou o executivo, que participou de um encontro com investidores no Rio de Janeiro.

Segundo ele, os planos são negociar o ativo até o final do primeiro semestre de 2013. A redução de riscos e custos é importante para a operação da HRT na Amazônia, região onde a empresa encontra dificuldades para escoar e vender o gás encontrado nos blocos.

Sem dar muitos detalhes, Mello adianta que já tem negociações em andamento para a venda de parte do ativo e que, em até seis meses, a petroleira quer encontrar uma solução para conseguir transformar em receita o gás descoberto na região.

África. A HRT está ainda em negociações para a venda de participações em blocos exploratórios na Namíbia, na África. "Esperamos até o final do ano uma noticia sobre o 'farm out' na Namíbia." Segundo Mello, a empresa já recebeu propostas firmes para o ativo, mas lembrou que essa é uma negociação complexa. "Recebemos propostas boas, muito boas e até inadmissíveis", disse.

No encontro, o executivo ressaltou que o número de poços a serem perfurados na África ainda depende das negociações em torno da venda de ativos. Caso a operação saia do papel, a HRT pretende perfurar quatro poços na Namíbia. Já se o 'farm out' não for feito, apenas dois poços serão perfurados.

O executivo informou ainda que a sonda contratada da Transocean para perfuração na Namíbia chega em dezembro. O equipamento vai passar por inspeções e modernizações e deve começar a operar na segunda ou terceira semana nos poços da costa africana. "É uma sonda muito boa, que fura com qualquer tempo e qualquer lamina d'água."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.