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HRT vai se 'reinventar' e será menor, diz executivo

Com prejuízo de R$ 724 milhões no 3º trimestre, empresa pretende vender ativos não estratégicos e diminuir exploração

MÔNICA CIARELLI / RIO , O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2013 | 02h16

A petroleira HRT planeja se reinventar nos próximos meses. O recado foi dado ontem pelo presidente da companhia, Milton Franke, durante uma teleconferência com analistas para explicar o prejuízo de R$ 724,2 milhões registrados no terceiro trimestre. As perdas foram 417% maiores do que no mesmo período do ano passado.

"A HRT está se reinventando com um portfólio mais equilibrado, custos menores e uma visão para o futuro", afirmou. Segundo o executivo, a estratégia passa por um ajuste no tamanho da companhia. "A empresa tem se tornado menor", completou. O novo foco da petroleira está na valorização do portfólio e o desinvestimento de ativos não estratégicos, como a venda de sondas.

Para isso, a companhia pretende diminuir as atividades em exploração, como o projeto Solimões. Franke revelou que a petroleira tem conversado com empresas interessadas na fatia da HRT no projeto. Mas, não comentou os rumores de que a sócia Rosneft seria uma delas.

A companhia russa é parceira da HRT em 19 blocos na Bacia do Solimões, com um acordo firmado em outubro de 2011, que estabeleceu uma fatia de 55% para a HRT e de 45% para a Rosneft. Na semana passada, a petroleira divulgou uma nota negando "acordos adicionais" com o grupo russo.

Por outro lado, a petroleira quer ampliar a participação em ativos de produção, como o do campo de Polvo. "Queremos extrair valor dos ativos que temos no nosso portfólio", afirmou. A meta, segundo ele, é fazer o primeiro poço de Polvo no segundo semestre de 2014.

"A HRT passa por um momento desafiador. Mas a nova administração está se esforçando para lidar com esses desafios e superá-los", disse o presidente, ao revelar que a companhia deve terminar o ano com um caixa em torno de R$ 200 milhões.

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