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HSBC diz que sua posição na Argentina "continua crítica"

A posição do HSBC na Argentina "continua crítica". O alerta foi feito pelo presidente do banco, Sir John Bond, durante a assembléia geral com acionistas na capital britânica. "A Argentina tem sido uma grande decepcão neste ano", afirmou. Ele ressaltou que o HSBC já realizou provisões de US 1,12 bilhão para cobrir a sua exposição ao país, "como resultado da crise econômica e social, e da desvalorização assimétrica do peso pelo governo". Bond observou que na época que o HSBC investiu na Argentina, o país era o ?melhor exemplo? do FMI de um mercado emergente que tinha feito tudo que era necessário para reparar os excessos do passado. "Infelizmente, isso não se sustentou". O presidente do banco salientou que o HSBC possuiu uma equipe de funcionários "muito talentosa"na Argentina. "Temos um banco muito bem posicionado e uma ótima base de clientes. São todos os elementos necessários para, numa economia estabilizada, ter um negócio lucrativo", disse. Bond lamentou o fato de a situação na Argentina permanecer fluida e pertubadora. ? É profundamente triste ver as vidas dos nossos clientes, empregados e da população afetadas de uma maneira tão negativa."Ele disse também que a economia brasileira permaneceu estável e não foi relativamente afetada pelo trágico colapso econômico na Argentina. O discurso de Bond deverá reforçar os rumores que circulam na cidade londrina de que o HSBC estaria avaliando a possibilidade de se retirar do mercado argentino, caso o país não consiga fechar um acordo com o FMI nas próxima semanas. Em março passado, durante a apresentação dos resultados do banco, Bond admitiu que a retirada do banco da Argentina era uma das opções sendo avaliadas e que tudo iria depender de como a questão política e econômica do País seria conduzida.

Agencia Estado,

31 de maio de 2002 | 14h29

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