HSBC lucra 35% mais em 2004; no Brasil alta é de 238%

O HSBC Holdings anunciou hoje que seu lucro cresceu 35% no ano passado, beneficiado pela melhora econômica de Hong Kong, onde a instituição faz cerca de 25% dos seus negócios, e das operações nos EUA. Segundo a instituição, seu lucro líquido somou US$ 11,84 bilhões em 2004, contra US$ 8,77 bilhões no ano anterior. O lucro antes dos impostos subiu de US$ 12,82 bilhões em 2003 para US$ 17,61 bilhões no ano passado. O resultado superou as projeções dos analistas, que esperavam lucro de US$ 17,43 bilhões. A margem líquida caiu de 3,29% em 2003 para 3,22%. Ao mesmo tempo, no entanto, o banco reduziu sua estimativa de crescimento dos dividendos de 13% para 10%, e fez comentários cautelosos quanto às expectativas para 2005. "Em 2005 o grupo espera que o crescimento dos gastos dos consumidores desacelere na maior parte dos países ocidentais, o que deve provocar aumento da competitividade e da pressão nos preços", comentou. No Brasil, o lucro antes dos impostos excluindo amortização foi de US$ 281 milhões em 2004, o que equivale a uma alta de 238% na comparação aos US$ 83 milhões do ano anterior. "Refletindo as medidas tomadas em 2003 e ajudado pela melhora econômica externa, o Brasil registrou uma performance econômica de destaque e as perspectivas para 2005 são empolgantes", comentou o HSBC. A provisão para empréstimos ruins e duvidosos cresceu 88% no ano passado, para US$ 126 milhões, dos quais 75% vieram da Losango. Mas a instituição afirma que a integração da financeira está progredindo "extremamente bem". O lucro na divisão de banco comercial cresceu 74%, para US$ 113 milhões, enquanto que na divisão de banco de investimento e corporativo os ganhos saltaram 174% para US$ 134 milhões. "O crescimento dos empréstimos foi muito forte no Brasil. E depois de programas de marketing, a receita com cartões cresceu 24% no ano passado, estimulada por uma expansão de 30% no número de cartões em circulação, para 1,4 milhões de unidades", comentou o banco. Os custos no País cresceram 15% no ano passado, puxado pelo aumento das despesas com funcionários e com os programas de marketing. Outro destaque foi a carteira de empréstimos para financiamento de automóveis, que saltou 69% em 2004.

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