Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

HSBC não vai deixar de operar no Brasil, garante presidente

Reportagem do FT revelou, no mês passado, que instituição avalia vender operação varejo e parte do banco de investimento no País; Bradesco e Santander lideram apostas como possíveis candidatos

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 18h13

BRASÍLIA -  O presidente do HSBC Brasil, André Guilherme Brandão, negou efetivamente a possibilidade de saída do banco do País nesta terça-feira, 5. O executivo foi questionado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) sobre reportagem do jornal britânico Financial Times, que apontou que uma das estratégias da companhia para reverter o prejuízo recente é vender parte da operação no Brasil.

"Não é a primeira vez que há rumores de HSBC deixaria o Brasil. Os últimos rumores se originaram a partir de um comentário do presidente-executivo do HSBC, Stuart Gulliver. O Brasil não teve resultados positivos recentemente e HSBC avalia como reverter processo", respondeu, em depoimento na CPI do HSBC, comissão formada no Senado para investigar eventuais irregularidades nas contas mantidas por brasileiros na Suíça. 

Em fevereiro, Gulliver avaliou que as operações no Brasil e no México teriam resultados abaixo do esperado pelo grupo HSBC, o que abriu espaço para especulações. 

Como informou na segunda-feira, 4, o Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, há bancos avaliando a operação no Brasil do HSBC, sendo que Bradesco e Santander lideram as apostas como possíveis candidatos, segundo fontes. 

O banco inglês estaria sendo assessorado pelo Goldman Sachs e estabeleceu junho como o prazo para envio de propostas, quando tradicionalmente o HSBC realiza sua reunião estratégica. O objetivo seria concluir a venda da operação, avaliada em US$ 5 bilhões por bancos de investimento, em agosto deste ano, de acordo com fontes.

Na CPI, Brandão ainda negou que os rumores da saída do banco no País tenham qualquer vínculo com os vazamentos do caso "SwissLeaks". "Não há relação entre o SwissLeaks e o comentário do presidente mundial sobre operação brasileira", completou. 

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