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HSBC nomeia novo presidente para o Brasil

O banco inglês HSBC anunciou ontem o novo presidente para a operação brasileira. O escolhido foi o executivo André Brandão, que trabalha na instituição há 12 anos cuidando das operações de atacado e responde pelas áreas de mercados de capitais, câmbio, renda fixa e derivativos. A área de atacado é atualmente a mais rentável para a filial brasileira do HSBC.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h05

Durante quase dez dias, o banco inglês se viu sem comando no Brasil - o banco anunciou a saída de Conrado Engel no último dia 19, mas não conseguiu definir imediatamente um executivo para substituí-lo. A saída de Engel foi repentina. No dia 20, o banco espanhol Santander a contratação do ex-executivo do HSBC para o comando de sua operação de varejo, anteriormente ocupada por José Berenguer, que saiu da instituição em março para criar uma área de fundos de crédito privado na gestora de recursos Gávea Investimentos.

Em entrevista à imprensa para anunciar o balanço do HSBC no começo de março, Engel havia destacado que a estratégia do banco inglês é o mercado de clientes de alta renda e a área de atacado, com foco em empresas médias e grandes. No ano passado, o banco tentou reduzir suas operações de varejo no Brasil, colocando à venda a financeira Losango e algumas carteiras de crédito - o Bradesco figurou entre os interessados pela operação. Mas as negociações não evoluíram, principalmente por causa do preço oferecido pela financeira, considerado baixo.

Por ter ficado de fora das operações de fusão e aquisição que tomaram conta do mercado entre 2007 e 2008 - e que resultaram na união na incorporação do Real pelo Santander e na união entre Itaú e Unibanco -, o HSBC se viu sozinho para lutar contra gigantes. Chegou-se a especular que a instituição sairia do Brasil - e que usaria o dinheiro da venda para colocar reforçar os cofres da matriz.

As informações sempre foram rebatidas veementemente pelo banco. No fim do ano passado, o HSBC anunciou que ia transferir a sede da América Latina, então na Cidade do México, para São Paulo, em uma demonstração de que a aposta no Brasil continuava firme.

Estratégia global. Em nota à imprensa, Antonio Losada, presidente do HSBC para América Latina destaca que Brandão "dará continuidade a execução da estratégia do HSBC no Brasil, totalmente alinhada à estratégia global". No comunicado, Losada destaca ainda que "o Brasil, com a sua economia de crescimento consistente, é um dos principais países para continuar recebendo investimentos e atenção do Grupo HSBC".

O novo presidente do HSBC ingressou no grupo no final de 1999, como executivo da área de renda fixa, vendas e câmbio. Dois anos depois, assumiu o cargo de diretor de tesouraria. Posteriormente, foi promovido a diretor executivo de Tesouraria. Antes disso, havia trabalhado por 11 anos no Citibank.

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