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HSBC: perda com empréstimos na AL terá pico em junho

O banco HSBC prevê que as perdas relacionadas à sua carteira de empréstimos na América Latina atingirão o pico no meio deste ano, na medida em que a região sentir de forma mais contundente os efeitos da recessão econômica mundial ao longo dos próximos meses. A avaliação foi feita pelo presidente do HSBC para a América Latina, Emilson Alonso, em entrevista durante a conferência anual da Associação Mexicana de Bancos.

ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 09h45

"Acredito que, nos próximos seis meses, veremos mais problemas na economia real", afirmou Alonso. O HSBC gastou bilhões de dólares em aquisições na América Latina, que colocaram o grupo como um dos maiores bancos da região, com mais de quatro mil pontos em 16 países. A região, por sua vez, se tornou um dos principais centros de retorno para o HSBC, responsável por 21,9%, ou US$ 2,04 bilhões, do lucro antes de impostos do grupo no ano passado. O banco, por sua vez, teve fortes perdas em suas operações na América do Norte.

Os encargos do HSBC América Latina relacionados a perdas com a carteira de empréstimos e provisões saltaram 47% em 2008, para US$ 2,49 bilhões como resultado da diminuição da qualidade do crédito no México e no Brasil, que juntos responderam por 72% das perdas da companhia na região. "Somos um banco muito dependente da economia formal. Temos um grande volume de empréstimos consignados e outros serviços relacionados a folhas de pagamento no México e no Brasil", afirmou Alonso. "As empresas demitem pessoas, que param de pagar seus empréstimos, que por sua vez eram assegurados pelos salários", afirmou.

O HSBC implementou uma série de medidas para economizar custos na região no ano passado, incluindo uma redução de 9% no número de empregados, para 58,5 mil ao fim de dezembro de 2008. O banco se prepara para um ambiente operacional difícil em 2009. Alonso planeja automatizar mais tarefas e diminuir ainda mais a folha de pagamento em 2009 para trazer os indicadores de eficiência em linha com seus maiores rivais na região, os espanhóis Santander e o BBV. "Ainda temos muito a ganhar em termos de eficiência na América Latina", afirmou Alonso. As informações são da Dow Jones.

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