Gonzalo Fuentes/Reuters
Gonzalo Fuentes/Reuters

HSBC ultrapassa Caixa e lidera ranking de reclamações em março

Lista formulada pelo BC considera o número de reclamações em relação ao total de clientes do banco; Caixa caiu para quarto lugar

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2015 | 12h28


BRASÍLIA - O HSBC se tornou o líder da lista de reclamações contra bancos formulada pelo Banco Central em março. Até o mês anterior, a Caixa Econômica Federal estava no topo desse ranking que considera apenas instituições com mais de 2 milhões de clientes. Essa classificação é gerada com base em um índice que leva em conta instituições que receberam o maior volume de reclamações de usuários de seu serviço em relação ao total de clientes. O total de reclamações consideradas procedentes pelo BC cresceu 12,61% entre fevereiro e março, passando de 2.593 para 2.920. 

De fevereiro para março, o índice do HSBC, que tem 10,2 milhões de clientes, passou de 8,29 pontos para 9,53. As reclamações consideradas procedentes somaram 98. A Caixa, que no mês passado ocupava o primeiro lugar, caiu para o quarto nessa avaliação, com índice de 8,73 e 657 queixas. Todas as instituições são avaliadas pelo BC pelo seu conglomerado. 

O ranking segue com Bradesco em segundo lugar, com índice 9,07 e 683 queixas; Santander em terceiro, com 8,87 de índice e 282 queixas; Caixa Econômica; Banco do Brasil, com 6,02 de índice e 334 reclamações. O Itaú Unibanco ficou em sexto, com 5,61 de índice e 328 queixas procedentes.

 A queixa mais comum no mês passado foi sobre irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços, com 481. O segundo lugar ficou com débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente, com 286. Em terceiro, recusa ou dificuldade de acesso aos canais de atendimento convencionais, com 258.  

Além do volume de clientes e da inclusão de financeiras, a ampliação da base de clientes de cada instituição ou conglomerado foi alvo de mudança metodológica feita pela autarquia a partir de julho. Até então, apenas os que faziam operações de depósitos com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) eram contabilizados. Agora, outras operações de depósitos também podem entrar na apuração, como as de consumidores que fazem empréstimos ou investimentos em um banco mesmo sem ter conta na casa.

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