HSBC vai fortalecer área de alta renda

Sexto maior banco do País apresenta seu novo presidente

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

24 de junho de 2009 | 00h00

Com atuação em mais de 80 países e cerca de 130 milhões de clientes, o britânico HSBC é um dos três maiores bancos do planeta - dependendo do critério, é o primeiro. No Brasil, porém, ocupa apenas o 6º lugar no mais recente ranking do Banco Central (BC), atrás de Itaú-Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Santander Real e Caixa. Seria de esperar que a posição incomodasse seus executivos, mas não é o que ocorre. "Uma participação de mercado entre 5% e 7% no Brasil é adequada", afirma o novo presidente do banco no País, Conrado Engel. "Com exceção de Hong Kong, não somos os líderes onde atuamos. O primeiro lugar no mundo vem da soma de todas as operações." O catarinense de 52 anos assumiu o lugar do inglês Shaun Wallis, que será diretor global de negócios do banco comercial em Hong Kong. É o lugar, aliás, de onde veio Engel. Por dois anos e meio, ele comandou a divisão de varejo do HSBC na Ásia e na Oceania, que engloba, segundo ele mesmo diz, países tão heterogêneos quanto Austrália, China, Índia, Sri Lanka e Ilhas Maurício. A estratégia do banco no Brasil daqui para a frente não é muito diferente da que vinha sendo adotada e pode ser resumida em três pontos. O primeiro é a expansão do segmento voltado à clientela de alta renda, que no HSBC é chamado de Premier. O segundo é utilizar a estrutura global do banco para facilitar a conectividade das empresas brasileiras no exterior. Por fim, o HSBC, segundo Engel, continuará dando prioridade, em sua área de pessoa jurídica, às pequenas e médias empresas. No primeiro trimestre, o crédito às empresas cresceu quase 30% no banco, ante 6% a 7% da carteira de pessoas físicas. O HSBC tem como meta elevar a participação dos países emergentes nos resultados globais de 50% para 60% nos próximos três a cinco anos. Por isso, a operação brasileira é considerada essencial. Engel não parece se importar com a provável pressão e repete o discurso de seus antecessores mais próximos. "Vamos crescer organicamente, embora estejamos atentos a eventuais oportunidades do mercado", afirma. O diretor de relações institucionais, Hélio Duarte, completa. "Essa crise mostrou que nem sempre ser agressivo é a melhor estratégia", diz.

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