Hubner:nervosismo do mercado quanto a elétricas é normal

A reação dos investidores de ações à proposta de renovação de concessões do setor elétrico feita pelo governo federal com a intenção de reduzir o custo da energia é normal, na avaliação do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, que classificou o mercado de "nervoso".

VINICIUS NEDER, Agencia Estado

21 de novembro de 2012 | 12h01

"O mercado é assim mesmo, é nervoso", disse Hubner nesta quarta-feira, antes de participar de evento de inauguração de um projeto da distribuidora Ampla, em Armação de Búzios, no litoral norte do Estado do Rio. "Não podemos nos balizar, nos pautar pelo mercado", completou.

Hubner destacou que, nos últimos pregões, outros fatores têm levado à queda nas cotações, como previsões de crescimento na economia dos Estados Unidos abaixo das expectativas. Além disso, segundo ele, muitos investidores "jogam" com as cotações.

Segundo o executivo, a relicitação é a primeira alternativa do governo federal para as concessões do setor elétrico com vencimento entre 2015 e 2017 que decidirem não aderir à proposta de renovação.

No caso da não renovação das concessões, a União tem duas opções: a relicitação ou atribuir a operação dos ativos a empresas estatais. Mesmo que a segunda opção possa beneficiar a Eletrobras no médio prazo, a licitação é prioridade, de acordo com Hubner.

"A ideia principal é licitar", disse Hubner, antes de participar de evento de inauguração de um projeto da distribuidora Ampla, em Armação de Búzios, no litoral norte do Estado do Rio. Segundo ele, a licitação pode trazer tarifas ainda mais baixas. "No momento em que se vai licitar, o patamar de partida será o que oferecemos. Se se está numa competição, a tendência é que os valores caiam", completou.

Hubner também confirmou o prazo de 4 de dezembro como data limite para a confirmação, por parte das empresas, da aceitação da proposta de renovação feita pelo governo e demonstrou confiança da resposta positiva da maioria das empresas. Mesmo no caso da Cteep, cujo conselho de administração recomendou a não adesão à proposta, na semana passada, o diretor-geral da Aneel crê em uma reviravolta. "Tenho certeza de que a empresa tem todo o interesse. Já conversamos isso com a direção da Cteep. Ela tem todo o interesse em permanecer no Brasil", disse Hubner.

Uma eventual não adesão das empresas à proposta de renovação das concessões não compromete a meta de reduzir tarifas ao consumidor e à indústria, garantiu o diretor da Aneel. Segundo ele, o governo estuda alternativas, que passam por mudanças na proposta de redução dos encargos.

Hubner também confirmou que novos investimentos nos ativos cujas concessões sejam renovadas poderão ser incorporadas às próximas revisões tarifárias, o que permitiria ganhos para as empresas no médio e longo prazo.

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