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Humor dos executivos em relação à economia melhora no 1º trimestre

Otimismo medido pelo Índice de Confiança do CFO atingiu 122,8 pontos, reforçando as indicações de que o pior momento da recessão passou

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2017 | 05h00

O humor dos executivos financeiros de médias e grandes empresas e também dos pequenos microempresários em relação ao desempenho da economia e de seus negócios melhorou no primeiro trimestre deste ano. Isso reforça as indicações de que o pior momento da recessão que o País atravessa ficou para trás.

O otimismo dos diretores financeiros entre janeiro e março deste ano, medido pelo Índice de Confiança do CFO, atingiu o maior nível desde que o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) e Saint Paul Escola de Negócios começaram a apurar o indicador no primeiro trimestre de 2016.

O índice de confiança atingiu 122,8 pontos no primeiro trimestre deste ano, um resultado 40% maior do que no mesmo período de 2016 e 4,5% maior do que no último trimestre do ano passado. O indicador varia entre 20 e 180 pontos O ponto de neutralidade é 100 e quanto maior o resultado, mais confiantes os executivos se revelam.

“Os executivos financeiros estão otimistas em relação aos três componentes do indicador: a macroeconomia, o seu setor e a sua empresa”, diz a coordenadora acadêmica da Saint Paul, Bruna Losada. Ela destaca que pela primeira vez desde o início da pesquisa nenhum dos executivos consultados esperam queda no produto Interno Bruto (PIB) para este ano. A enquete ouviu 55 executivos de finanças de médias e grandes empresas, a maioria (71%) multinacionais. Na média, eles esperam um avanço de 0,6% no PIB deste ano.

Também foram registradas melhorias em relação ao último trimestre do ano passado para os prognósticos dosa executivos a respeito da inflação, câmbio e juros. “O primeiro trimestre deste ano foi um ponto de inflexão”, afirma Bruna.

Apesar do maior otimismo, a pesquisa mostra que as empresas não pretendem voltar a contratar trabalhadores e a maioria optou pela manutenção dos quadros, aguardando o desempenho do mercado interno para retomar os investimentos. “Há mais executivos confiantes na economia para os próximos 12 meses, mas isso não sinaliza contratações”, diz a coordenadora.

Um resultado que chama a atenção é a visão dos executivos de finanças em relação ao investimentos. Na comparação do primeiro trimestre deste ano ante o último do trimestre de 2016, diminuiu a fatia daqueles que pretendem fazer algum aporte de recursos na ampliação da capacidade de produção. Em contrapartida, aumentou a parcela de interessados em investir em tecnologia da informação (TI).

Micros. Nas pequenas e microempresas também houve uma melhora no otimismo, segundo revela o Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi). De acordo com a pesquisa de abril, três em cada dez empresas acreditam que a economia sairá da crise e visualizam crescimento nos próximos meses. “Embora seja uma melhora pequena numa base econômica deteriorada, este é um começo”, afirma o presidente do Simpi, Joseph Couri. Ele diz que pela primeira vez desde o início da crise, em setembro de 2014, há sinais positivos sobre o cenário industrial. Segundo a pesquisa, 35% dos entrevistados informaram que a situação de suas empresas em abril esteve ótima ou boa, ante 26% em março. O faturamento também registrou uma leve melhora: 22% consideraram como ótimo ou bom o faturamento, um aumento de 2% em relação a março. Já 40% identificaram no mês passado seus lucros como ruins ou péssimos; no mês anterior, este índice chegou a 47%.

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