Hungria não atinge meta de venda de títulos para três meses

Resultado mostra desconforto dos investidores com o fim das negociações do país com o FMI e a UE 

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 08h39

O governo da Hungria encontrou dificuldade para vender títulos de três meses nesta manhã e, portanto, tomar dinheiro do mercado, mostrando o desconforto dos investidores com o rompimento no fim de semana das negociações do país com o FMI e com a União Europeia, envolvendo um empréstimo de 20 bilhões de euros concedido em 2008. A Hungria negou-se a aplicar novas medidas de austeridade.

O leilão foi o primeiro realizado desde o fim de semana e investidores disseram que esperavam por este resultado. A Agência de Administração de Dívida vendeu 35 bilhões de florins (US$ 156,3 milhões) em papéis de três meses, montante inferior aos 45 bilhões de florins que tinha como meta - embora o total vendido tenha sido coberto por uma demanda de 52,55 bilhões de florins. A yield médio foi de 5,47%, acima de 5,28% no leilão da semana passada.

O yield mais elevado não surpreende, diante das atuais condições de incerteza dos mercados e da queda no valor da moeda local, e ainda diante das expectativas de alguns participantes de alta de juro, disse um analista.

O custo para assegurar proteção contra eventual calote da dívida da Hungria durante cinco anos caiu em relação a ontem, embora tenha se elevado após o leilão em relação a abertura do dia. Segundo o Markit, o spread do CDS da Hungria caiu três pontos-base para 375 pontos-base após o leilão em relação a ontem, mas estava acima de 368 pontos-base antes do leilão. As informações são da Dow Jones.

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