Hyundai inicia em março produção de máquinas

A Hyundai Heavy Industries (HHI), gigante de áreas como construção naval e engenharia offshore, inicia em março do ano que vem a produção de máquinas para construção no Brasil. A produção será em uma fábrica nova em Itatiaia, no Rio.

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h54

O investimento de US$ 180 milhões é uma parceria com a Brasil Máquinas de Construção (BMC), distribuidora com quem formou há um ano a joint venture BMC-Hyundai. Apesar do fraco desempenho do setor de bens de capital este ano, a coreana antecipou as operações locais e inaugura na semana que vem uma linha de montagem de retroescavadeiras na nova sede da BMC, em Duque de Caxias (RJ).

A fábrica de Itatiaia ficará próxima ao terreno da futura montadora da Nissan, numa área de 500 mil m². O município tem uma logística privilegiada, a meio caminho de Rio e São Paulo. A produção da BMC-Hyundai deve começar com 2,4 mil máquinas da chamada linha amarela por ano, metade da capacidade instalada. A perspectiva é atingir o pico de produção em 2016, gerando mil empregos diretos.

Será a segunda do grupo fora da Coreia - a outra fica na China e atende apenas o país - e fornecerá itens como escavadeiras, pás carregadeiras e empilhadeiras para o mercado brasileiro e latino. A unidade tem uma área livre de 200 mil m² e deverá ser ampliada no futuro.

Segundo Armando Mantuano, diretor da BMC, esse é um projeto estratégico diante das perspectivas de realização de obras de infraestrutura nos próximos anos, uma prioridade do governo Dilma Rousseff.

Além disso, o índice de nacionalização de 60% é uma exigência para credenciar as máquinas Hyundai a utilizarem a linha de financiamento PSI Finame, do BNDES, que opera com taxa de juros de 2,5% ao ano, pelo menos até dezembro, e responde por 30% das vendas do setor.

O presidente da BMC, Felipe Cavallieri, admite que 2012 foi um ano ruim e que está comemorando a perspectiva de manter o faturamento de 2011, de R$ 680 milhões - ante uma previsão inicial de faturar R$ 1 bilhão. Em 2013, a perspectiva é de uma alta de 13% nas vendas do atual portfólio, podendo atingir o primeiro bilhão com os novos contratos de distribuição com a suíça Amman e a irlandesa Terex.

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