IAEA vê aumento no uso de energia nuclear apesar de Fukushima

O chefe da agência de energia atômica das Nações Unidas afirmou nesta terça-feira que espera que o uso global de energia nuclear continue em expansão apesar da pior crise mundial de radiação em 25 anos na usina nuclear de Fukushima, no Japão.

REUTERS

26 de julho de 2011 | 09h29

"Há alguns países como a Alemanha que revisaram (sua política de energia). Mas muitos países ainda acreditam que a geração de energia nuclear é necessária dado o aquecimento global", disse Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).

"A taxa de expansão pode desacelerar, mas certamente continuará crescendo."

Os comentários de Amano seguem um encontro com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, que disse este mês que o desastre de Fukushima o havia convencido de que o Japão deveria se afastar da energia nuclear e eventualmente não ter usinas atômicas.

Um terremoto de magnitude 9.0 e um tsunami em 11 de março abalaram a usina de energia nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power Co's, provocando vazamentos de radiação na atmosfera e no oceano.

O incidente forçou cerca de 80.000 pessoas a deixarem a região ao redor da usina e afetou severamente as vendas de produtos agrícolas, uma vez que níveis de radiação superando padrões de segurança foram detectados em carnes, vegetais e chá.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka)

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