Joe Skipper/Reuters
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Iata cria selo para atestar que a bagagem de mão está dentro do padrão de tamanho

O desafio agora é fazer com que aéreas e fabricantes de mala aceitem o padrão escolhido

Marina Gazzoni, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 07h53

As caixinhas na frente do guichê de embarque para testar o tamanho da bagagem de mão podem estar com os dias contados. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) definiu um padrão para o tamanho das malas e lançou ontem o selo “Cabin ok”, que atesta que a bagagem está dentro do padrão recomendado pelas empresas aéreas. O desafio agora é fazer com que aéreas e fabricantes de mala aceitem o padrão escolhido.

“Isso hoje é uma bagunça que atrapalha a vida do passageiro e das empresas. O passageiro tem dificuldade de comprar uma mala de mão que seja aceita por várias empresas”, disse o vice-presidente para Aeroportos da Iata, Thomas Windmuller, durante a conferencia anual da Iata, em Miami. “Para as empresas, ficar testando as bagagens naquelas caixinhas ridículas é uma perda de tempo que pode atrasar o voo.” 

A Iata procurou as fabricantes de avião Boeing e Airbus para definir qual seria o tamanho ideal da bagagem de mão para que cada passageiro pudesse carregar um item e acomodá-lo em cima do seu assento. O resultado foi uma mala com 56 centímetros de altura, 36 cm de largura e 23 cm de profundidade. Hoje, por exemplo, a American Airlines e United Airlines aceitam bagagem de mão de 56X35X23 cm. Já o padrão da Ryanair é 55X40X20 cm.

Para que os atendentes identifiquem facilmente que as malas estão dentro do padrão “universal”, a Iata quer que elas saiam das lojas com o selo “Cabin ok”. A Iata contratou a empresa de logística aeroportuária Okoban para conceder o selo e fiscalizar as malas de cada fabricante.

Segundo Windmuller, a Iata está apresentando a ideia às principais fabricantes de mala e às companhias aéreas. Até o momento, nove companhias manifestaram interesse em aceitar a “mala-padrão” - entre elas Avianca, Azul, Lufthansa e Emirates, de acordo com a Iata. 

O executivo, no entanto, disse que, mesmo se aceitarem o selo, as companhias aéreas continuarão a ter autonomia para definir seus próprios limites de bagagem a bordo. “Entendemos que deixar o passageiro levar uma mala maior ou mais de um item a bordo pode ser um diferencial competitivo que as empresas podem querer explorar.”

A “mala-padrão” se enquadra na legislação brasileira. Por aqui, o tamanho mínimo de bagagem de bordo, definido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é de peso até 5 kg e soma das dimensões de altura, largura e distância inferior a 115 centímetros.

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