Iata eleva projeção de lucro de cias aéreas em 2011

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, por sua sigla em inglês) anunciou hoje que estima que as companhias aéreas lucrem US$ 4,9 bilhões em 2012. Para este ano, a associação elevou de US$ 4 bilhões para US$ 6,9 bilhões sua projeções de lucro das aéreas. A Iata destaca, porém, que, apesar do aumento no lucro, as margens líquidas devem continuar "excepcionalmente fracas", em torno de 1,2%, apesar do faturamento estimado de US$ 594 bilhões. Para 2012 as margens líquidas também serão menores que as desse ano, de 0,8%, apesar do faturamento maior, de US$ 632 bilhões.

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 17h23

Para os seus cálculos, a Iata considera as estimativas de crescimento de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2011 e de 2,4% no próximo ano. Segundo a entidade, o setor aéreo tem um desempenho muito atrelado ao das economias mundiais. Sempre que o crescimento da economia mundial desacelera 2%, o setor aéreo perde dinheiro, de acordo com a Iata.

Com relação à demanda, a Iata estima um crescimento de 5,9%, ante a projeção de 4,4% divulgada em junho. De janeiro a julho, o crescimento no número de passageiros foi de 6%. Com base nesses dados, a estimativa é que o número total de passageiros este ano fique em 2,833 bilhões, ante 2,793 bilhões anunciado anteriormente.

O transporte de carga está estagnado desde o início do ano. A Iata reduziu sua projeção de crescimento do volume de carga transportado no ano de 5,5% para 1,4%, o que deve representar o transporte de 44,4 milhões de toneladas (a estimativa anterior era de 48,2 milhões).

Os dados até julho da indústria mundial indicam que a taxa de ocupação no setor foi de 83,1% para passageiros e de 45,0% para carga.

Com relação aos yields (indicador de tarifa), a projeção é de crescimento de 3% para o segmento de passageiros, enquanto para o de carga espera-se que eles fiquem estáveis na comparação com 2010 (a projeção anterior da Iata era de alta de 4% para a carga).

A estimativa para o faturamento com passageiros está praticamente inalterada. Agora é de US$ 464 bilhões, US$ 7 bilhões acima da anterior. Porém, no setor de carga a projeção recuou em US$ 5 bilhões e está em US$ 67 bilhões.

Com relação aos combustíveis, a estimativa é que o preço do barril fique, na média, em US$ 110 (Brent Crude). Esse valor é 39% acima da média de US$ 79,4 registrada em 2010. Os gastos com combustíveis no setor devem totalizar este ano US$ 176 bilhões e devem representar 30% dos custos totais das empresas aéreas.

A expectativa geral para 2012 ainda é de um crescimento fraco. As dívidas das economias ocidentais indicam que o desempenho da economia mundial será frágil. O último trimestre deste ano e o primeiro de 2012 devem representar o período mais fraco para o setor de transporte aéreo.

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