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Iata: empresas aéreas vão perder US$ 4,7 bi em 2009

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) aumentou sua estimativa para os prejuízos combinados das empresas do setor neste ano para US$ 4,7 bilhões, quase o dobro dos US$ 2,5 bilhões previstos em dezembro do ano passado.

ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 10h13

Em reflexo à deterioração da economia global, a entidade prevê que a receita das companhias aéreas deverá diminuir US$ 62 bilhões, para US$ 467 bilhões, recuo maior que o do período pós-atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Entre 2000 e 2002, a receita das empresas recuou US$ 23 bilhões.

A Iata, que representa 230 companhias aéreas ou 93% do tráfego aéreo global, disse que a demanda no transporte de passageiros deverá cair 5,7% este ano, enquanto a demanda no segmento de cargas deverá recuar 13%. Ambas as estimativas são piores que as divulgadas em dezembro de 2008, quando a entidade estimava quedas de 3% e 5% no transporte de passageiros e de cargas, respectivamente. Segundo a Iata, as companhias não conseguirão reduzir a capacidade a uma taxa similar à queda na demanda.

Para o diretor-geral e executivo-chefe da Iata, Giovanni Bisignani, a queda dos preços do combustível desde seu pico, em julho do ano passado, ajuda a limitar as perdas. Contudo, "o alívio representado pela queda dos preços dos combustíveis será ofuscado pela queda na demanda e da receita. A indústria está sob cuidados intensivos e enfrenta dois desafios imediatos: a conservação de caixa e o alinhamento da capacidade com a demanda", afirmou

Regiões

As empresas da região Pacífico-Ásia continuarão a ser as mais afetadas pela crise e deverão registrar prejuízos combinados de US$ 1,7 bilhão. Na China, a demanda por viagens internacionais deverá recuar entre 5% e 10%. No Oriente Médio, apesar do aumento estimado de 1,2% na demanda, as empresas terão prejuízo de US$ 900 milhões por conta da expansão de capacidade mais rápida que a da demanda.

Na América do Norte, as companhias deverão ter melhor performance que no resto do mundo por terem diminuído a capacidade de transporte desde o início da crise. Essas empresas também estão menos atadas a contratos de proteção (hedge) de combustível. Como resultado, devem registrar um lucro conjunto de US$ 100 milhões, apesar da queda de 7,5% na demanda.

Na Europa, a demanda deverá recuar 6,5%. A Iata disse que os cortes na capacidade das empresas da região não serão suficientes e elas deverão registrar um prejuízo combinado de US$ 1 bilhão.

As companhias africanas deverão ter prejuízos de US$ 600 milhões por causa da perda de participação de mercado para empresas concorrentes nas rotas de longa distância. As informações são da Dow Jones.

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