Iata prevê perdas de U$ 11 bi das companhias aéreas em 2009

Queda das viagens executivas e alta dos preços dos combustíveis agravam estimativa de prejuízo das empresas

Danielle Chaves, da Agência Estado,

15 de setembro de 2009 | 13h48

A indústria aérea global terá US$ 11 bilhões em perdas neste ano, mais do que o previsto anteriormente, conforme as viagens executivas permanecem em queda e os preços dos combustíveis continuam em alta, afirmou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). No primeiro semestre deste ano, as empresas aéreas registraram US$ 6 bilhões em perdas.

 

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A entidade espera que as empresas aéreas percam US$ 3,5 bilhões em todo o mundo em 2010, com as companhias em dificuldade para gerar receita porque os passageiros ou não estão mais voando ou estão comprando bilhetes mais baratos. Neste ano, o tráfego de passageiros premium (primeira classe e classe executiva) diminuiu 20% e o de passageiros de outras classes caiu 5%. A baixa demanda por assentos mais caros levou a receita por passageiro a recuar 12% neste ano.

 

O setor aéreo precisa fazer mudanças estruturais para se recuperar, afirmou Giovanni Bisignani, executivo-chefe da Iata. Isso inclui mais consolidação em mercados maduros nos EUA e na Europa. Além disso, as companhias têm de cortar custos usando seus centros de operação nos aeroportos de modo mais eficiente e investindo em aeronaves que consumam menos combustível.

 

De qualquer forma, o tráfego de cargas e alguns sinais de recuperação econômica estão aumentando, disse a Iata. Algumas regiões do mundo, como Ásia e Oriente Médio, estão começando a se recuperar da recessão, observou. Porém, alertou Bisignani, as viagens aéreas nos EUA e na Europa continuam em baixa. Em 2009, a Iata espera que as companhias norte-americanas percam US$ 2,6 bilhões e as europeias tenham prejuízo de US$ 3,8 bilhões. As informações são da Dow Jones.

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