Iata vê avanços no 2º leilão de aeroportos

O presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Tony Tyler, disse ontem que a segunda rodada de privatização de aeroportos no Brasil terá avanços em relação ao leilão anterior. "Uma segunda rodada de privatização de aeroportos no Brasil usará um conjunto de critérios de avaliação mais focado em perspectivas de longo prazo para o desenvolvimento do aeroporto", disse ontem em Genebra.

GLAUBER GONÇALVES / RIO, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h06

De acordo com declarações reproduzidas pelo site da Iata, Tyler disse que a entidade viu progressos na modelagem depois das críticas ao primeiro leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. Ao lembrar o elevado ágio obtido, o executivo observou que nem todas as cobranças feitas em um aeroporto são reguladas. Uma das preocupações das companhias aéreas é com o possível aumento de taxas aeroportuárias em aeroportos concedidos.

"Claramente alguém vê uma oportunidade de ganhar muito dinheiro. Os aeroportos devem ser lucrativos, mas é importante que os governos se certifiquem de que a privatização seja bem regulada", disse Tyler.

A estrutura acionária dos próximos leilões, porém, não terá alterações. O governo decidiu manter a Infraero como minoritária nas próximas concessões. Diante da falta de interesse de grandes operadoras estrangeiras em ter a estatal como sócia majoritária, a companhia deve continuar com 49%, mesmo porcentual estabelecido nas regras do primeiro leilão, revelou na semana passada o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt.

O porcentual é o mesmo da Infraero nas concessionárias dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas, leiloados este ano. O governo pretende lançar o novo pacote para o setor aeroportuário ainda este ano.

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