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Iata vê chance de fusão entre aéreas brasileiras como resultado da pandemia

Diante da crise do setor na América Latina, que levou muitas companhias a pedir recuperação judicial, entidade aponta Latam e Azul como candidatas para eventual movimento de consolidação

Juliana Estigarríbia, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2021 | 05h00

O vice-presidente regional da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês) para as Américas, Peter Cerdá, afirmou que a crise da covid-19 impactou de maneira significativa as empresas e, neste sentido, movimentos de consolidação devem crescer na região. “Consolidação é uma oportunidade no setor, as discussões entre Azul e Latam são um exemplo disso.”

De acordo com o dirigente, a covid-19 afetou de forma severa a demanda e as companhias aéreas da região não tiveram o suporte financeiro do governo, como ocorreu nos EUA e Europa. “Empresas encerraram operações na região, entraram com pedido de Chapter 11 (recuperação judicial) nos Estados Unidos e inúmeras estão com dificuldades financeiras. Acreditamos que haverá muitas discussões sobre consolidação pela frente.”

Ele destacou que as conversas para consolidação devem acontecer em meio à recuperação ainda gradual do setor, com projeção de retomada de demanda por voos internacionais para 2024 e, no segmento doméstico, para 2022 ou 2023.

Brasil

O diretor da Iata no Brasil, Dany Oliveira, afirmou que abril foi o pior mês de demanda no País em 2021. “Mas já vemos um crescimento gradual do mercado.”

Ele estimou que a demanda “deve voltar a 80%, 90% ou até 100%” dos níveis pré-pandemia em dezembro deste ano. “Registramos um avanço gradual da demanda, o que deve se intensificar no segundo semestre, mas a recuperação depende do progresso da vacinação e do que as companhias aéreas estão fazendo.”

Cerdá ponderou, entretanto, que muitas fronteiras ainda estão fechadas para brasileiros, incluindo destinos importantes para o turismo. 

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês) divulgou que a demanda medida em passageiro-quilômetro pago (RPK) por voos domésticos na América Latina, em março, foi 32,3% inferior a igual período de 2019, nível pré-crise.

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