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Ibama pode emitir licença de Jirau na quarta, diz Lobão

Ministro não garante que será aprovada a solicitação de mudança de local feita pelo consórcio ganhador

GERUSA MARQUES E LEONARDO GOY, Agencia Estado

11 de novembro de 2008 | 11h02

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta terça-feira, 11, que "é possível" que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emita nesta quarta a licença provisória para o início das obras de construção da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.     Veja também:  Lobão pede 'boa vontade' de Minc para licença de Jirau   Minc prevê licença de Jirau este ano e descarta falta de crédito  Itaipu, um gigante polêmicoLobão disse que não pode garantir que será aprovada a solicitação do consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), vencedor do leilão da usina de Jirau, que quer autorização para fazer as obras em outro local, situado a nove quilômetros do ponto previsto no edital de licitação do projeto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)."Quanto ao local, não poderia dizer, porque isso é uma questão da Aneel, que já se manifestou (favoravelmente), e do Ibama", disse o ministro ao chegar ao Tribunal de Contas da União (TCU) para a abertura do seminário "A Nova Matriz Energética Brasileira". Em declaração à Agência Estado, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou recentemente que a mudança do local será aprovada pelo Ibama.Lobão admitiu que os prazos para o início das obras de Jirau "estão se encurtando a cada dia" em razão da chegada iminente do período das chuvas na Região Norte. "Mas há o compromisso do consórcio vencedor de trabalhar 24 horas por dia, ou seja, em três turnos diários, exatamente para aproveitar a janela hidrológica", disse o ministro, referindo-se ao curto espaço de tempo que ainda resta antes do início do período chuvoso. Ele explicou que, na obra, poderão ser utilizados equipamentos especiais à noite, como geradores, para que os operários possam trabalhar em segurança.   Planejamento da oferta   O ministro disse ainda que, para atender ao crescimento populacional previsto até 2030, é necessário um planejamento da expansão da oferta de energia. Segundo ele, até 2030, a população brasileira chegará a 240 milhões de habitantes. Lobão citou o Plano Decenal de Expansão de Energia, que cobre o período de 2007 a 2016 e prevê investimentos de US$ 61 bilhões em geração de energia e de US$ 16 bilhões em transmissão.   No setor de petróleo, disse o ministro, os investimentos previstos para o período de 2008 a 2012 são de US$ 122 bilhões, calculados com base nos investimentos da Petrobrás e das empresas privados. "É um dos maiores investimentos do mundo", afirmou.   O ministro observou que, no caso do refino de petróleo, o Plano Decenal prevê que a capacidade de refino de petróleo aumentará dos atuais 2 milhões de barris por dia para 3,2 milhões de barris por dia com a entrada de cinco novas refinarias em operação.   No setor de gás natural, disse Lobão, a oferta da produção nacional deverá ser aumentada de 22 milhões de metros cúbicos diários, registrada em 2007, para 67 milhões de metros cúbicos em fins de 2010. Para esse período, a malha de gasoduto será ampliada de 6.424 quilômetros para 10 mil quilômetros. No caso do etanol, está previsto um aumento da produção de 22 bilhões de litros por ano para 34 bilhões de litros por ano em 2010.

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