Sérgio Moraes/Ascom/AGU
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Ibama renova licença para Brasil retomar exploração de urânio interrompida em 2015

Atividade será retomada em mina na Bahia; minério será usado para abastecer as usinas de Angra 1 e Angra 3

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 15h46

RIO - O Ibama renovou nesta semana a Licença de Operação da Unidade de Concentração de Urânio da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caetité, na Bahia, até 2026. De acordo com a estatal nuclear, esse era o último passo necessário para o retorno da extração de urânio no Brasil a fim de abastecer suas duas centrais nucleares.

As atividades de mineração de urânio foram paralisadas no País entre 2014 e 2015, depois que a parte a céu aberto da mina de Cachoeira se exauriu e foi solicitado o licenciamento para a parte subterrânea da mina, sem sucesso. A empresa aguarda também a licença para Santa Quitéria, no Ceará.

"A opção foi pela lavra a céu aberto da mina do Engenho, no mesmo local", informou o INB. A licença também abrange a planta de beneficiamento do minério.

Segundo uma fonte próxima ao assunto, este ano serão produzidos 250 toneladas de urânio e no ano que vem o País vai atingir as 400 toneladas necessárias para suprir as usinas nucleares Angra 1 e Angra 3.

A  unidade do INB ocupa uma área de 1.700 hectares, localizada em uma província mineral com recursos que chegam a 99,1 mil toneladas de urânio e onde estão identificados 17 depósitos minerais. De 2000 a 2015, a INB Caetité produziu 3.750 toneladas de concentrado de urânio a partir da extração a céu aberto em Cachoeira.

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