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Inflação do produtor sobe para 0,97% em agosto, calcula IBGE

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na 'porta da fábrica', sem impostos e fretes; a alta de agosto foi acompanhada por 20 das 24 atividades

IDIANA TOMAZELLI, O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2015 | 09h37

RIO - O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 0,97% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, a taxa ficou em 0,72%, conforme dado revisado hoje a partir da incorporação da indústria extrativa no cálculo (na leitura inicial, sem indústria extrativa, o avanço era de 0,68%).

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação, além da indústria extrativa. Com o resultado anunciado há pouco, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumula altas de 4,63% no ano e de 7,27% em 12 meses. 

A divulgação de hoje inaugura a inclusão do setor extrativo no IPP. Considerando apenas a indústria extrativa, houve queda de 8,70% nos preços em agosto, após avanço de 1,86% em julho. Já a indústria de transformação registrou alta de 1,29% no IPP no mês passado, após elevação de 0,68% em julho.

Atividades. A alta de agosto foi acompanhada por 20 das 24 atividades investigadas. O maior impacto veio de alimentos, cuja alta de 1,68% adicionou 0,32 ponto porcentual na taxa. Os outros equipamentos de transporte, por sua vez, ficaram 6,83% mais caros no mês passado e deram uma contribuição positiva de 0,16 ponto porcentual. Também ajudou o aumento de 3,96% nos preços de papel e celulose, com impacto de 0,15 ponto porcentual.

Entre as variações mais significativas também estão o setor de fumo (6,67%), madeira (3,22%), impressão (2,95%) e produtos de metal (2,15%). No mês anterior, apenas o número de atividades com alta de preços foi menor, 17.

No sentido contrário, a inflação da indústria extrativa cedeu 8,70% e aliviou o índice em 0,29 ponto porcentual. Também tiveram queda nos preços as indústrias farmacêutica (-0,04%), de equipamentos de informática (-0,26%) e de refino de petróleo e produtos derivados (-0,38%).

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