IBGE: alimentos terão a maior alta no ano desde 2002

Os preços dos alimentos vão registrar este ano a maior alta apurada pelo IBGE desde 2002, adiantou a coordenadora de índices de preços do instituto, Eulina Nunes dos Santos. De janeiro a novembro, os produtos alimentícios acumularam alta de 8,55%, muito superior ao aumento acumulado de 1,23% em todo o ano de 2006 e já superior à alta de 2003 (de 7,48%). Em 2002, os alimentos subiram 19,47%. Os alimentos responderam, de janeiro a novembro deste ano, por 1,76 ponto porcentual, ou quase metade do IPCA de 3,69% apurado no período. "A história da inflação de 2007 será marcada pelo aumento mais forte dos alimentos, por causa de questões climáticas, aumento das exportações e também alguma pressão de consumo", afirmou Eulina. Entre os 10 produtos alimentícios com maior impacto no grupo de alimentos em 2007, no acumulado de janeiro a novembro, o líder em magnitude de reajuste é o feijão carioca (76,29%), seguido pelo leite em pó (47,15%) e o leite pasteurizado (18,93%). Por outro lado, segundo Eulina, os preços administrados deram forte contribuição para conter a inflação no ano, sobretudo a energia elétrica, que registra, no acumulado de janeiro a novembro, uma queda de preços de 5,80%. O telefone fixo, outro item de forte peso no IPCA, registrou variação de apenas 0,34% no período. Os combustíveis também foram cruciais para evitar aumentos mais fortes no IPCA. A gasolina acumula, de janeiro a novembro, deflação de 1,71% e o álcool caiu 6,21%.

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