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IBGE: alta de alimentos confirma pressão da demanda

Os reajustes dos produtos alimentícios confirmam uma pressão da demanda doméstica sobre os preços em 2007, observou a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. "Com o crescimento da renda, houve a pressão da demanda com o aumento dos alimentos em geral", disse ela, acrescentando, porém, que a alta internacional dos preços de commodities foi mais determinante para a inflação do que o aquecimento da demanda.Eulina explicou que a maior pressão da demanda ocorreu no caso do leite e derivados, item que subiu 34,29% no acumulado de janeiro a setembro deste ano. No caso do leite pasteurizado, o reajuste acumulado foi de 46,47%. Mas, até mesmo neste caso, segundo ela, o efeito da forte demanda chegou a "uma limitação" e houve deflação tanto em leite e derivados (-1,20%) quanto no produto pasteurizado (-4,86%) em setembro. Além disso, segundo ela, o leite não sofreu apenas impacto da demanda doméstica, mas também da internacional, além de problemas de safra em grandes países produtores.Cenário definidoSegundo Eulina, a apenas três meses do final deste ano, a história da inflação de 2007 está praticamente definida, com pressão forte dos alimentos, ao contrário do que ocorreu em anos anteriores. Por outro lado, os preços dos produtos não alimentícios, sobretudo os administrados, estão contribuindo para conter a taxa.O grupo de alimentação e bebidas contribuiu, sozinho, com 1,44 ponto, ou quase a metade da inflação de 2,99% acumulada em 2007 até setembro. Enquanto neste ano esse grupo já registrou alta de 7,20%, bem acima do IPCA acumulado, no ano passado a alta foi de 1,22%, bem abaixo da inflação total de 3,14%. Desde 2003, segundo Eulina, os alimentos vinham contribuindo para conter a inflação, situação que mudou bruscamente este ano.No que diz respeito aos não alimentícios, ela mostrou exemplos de que o cenário é bem diferente. A energia elétrica, que subiu 0,27% em 2006, já acumula queda de 4,43% em 2007. O gás de cozinha passou, do ano passado para cá, de uma variação de 7,50% para 0,29% e a gasolina, de uma alta de 2,93% para uma queda de 2,68%.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

10 de outubro de 2007 | 12h04

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