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IBGE: base comparativa pior muda análise da indústria

A gerente de análise da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Isabella Nunes, informou hoje que a partir dos dados de outubro haverá "um novo cenário de base para a produção industrial, já que a base de comparação do ano passado passa a não ser tão elevada como ocorreu até setembro". "Assim, teremos oportunidade de entender o comportamento da indústria em 2009 menos associado a uma base tão elevada". Ela lembrou que essa base elevada está derrubando os dados da produção comparativos a iguais períodos do ano passado.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

06 de novembro de 2009 | 12h52

Em setembro, as regiões com melhor desempenho na produção industrial na comparação com o mês anterior foram aquelas cuja estrutura industrial destaca segmentos que mostraram recuperação mais forte na indústria nacional no mês, como máquinas e equipamentos, eletrodomésticos e metalurgia. A explicação é do economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo.

Ele destacou que os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio de Janeiro, que respondem juntos por 70% da produção do País e deram a principal contribuição positiva para o desempenho da produção nacional em setembro ante agosto, foram impulsionados por pelo menos algum desses segmentos citados.

São Paulo, com maior peso na produção nacional (cerca de 40%) deu a maior contribuição para a alta de 0,8% da indústria em setembro ante agosto. Segundo Macedo, a indústria na região foi impulsionada por autopeças, caminhões, material elétrico, máquinas e equipamentos e produtos químicos. O segundo principal impacto de alta no resultado nacional foi dado por Minas Gerais, refletindo, segundo o economista, o bom desempenho em metalurgia, bens de capital para construção e autopeças.

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