IBGE: crescimento da produção reflete-se no emprego

O ritmo mais intenso da atividade produtiva está refletindo no emprego industrial, segundo o economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE. Ele avalia que o crescimento do número de vagas na indústria em agosto ante julho (0,2%) e ante agosto do ano passado (2,2%) mostra que as empresas estão contratando mais por causa do bom desempenho na produção. Prova disso, segundo Macedo, é que os segmentos com maior impacto no aumento do emprego em agosto, como meios de transporte, máquinas e equipamentos e alimentos e bebidas, são também os que vêm mostrando melhores resultados na atividade. "Há um predomínio de resultados setoriais e regionais positivos no emprego", disse.A má notícia da pesquisa é que os segmentos industriais mais empregadores continuam mostrando queda no número de ocupados, ainda que o ritmo dos recuos esteja menos intenso. Em agosto, ante igual mês do ano passado, houve queda no emprego das indústrias de calçados e artigos de couro (-9,6%), madeira (-7,7%) e vestuário (-2,6%). Apesar do desempenho ruim desses setores, a folha de pagamento industrial também prosseguiu em expansão em agosto (0,3% ante julho e 4,7% ante agosto de 2006) e, segundo Macedo, reflete a entrada de mais trabalhadores no mercado e a inflação controlada. Além disso, segundo ele, há ganhos de salários em segmentos que são melhores pagadores que empregadores, como nas indústrias de produtos químicos e extrativa.Ele sublinhou também que a indústria paulista representou o maior impacto de crescimento para a folha de pagamento e a ocupação da indústria em agosto.

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