IBGE: crise desacelerou aumento do emprego em 2008

A crise que abalou a economia no fim de 2008 desacelerou o ritmo de crescimento do emprego nas empresas formais do País naquele ano, segundo mostra a pesquisa do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, de 2006 para 2007 foram gerados 2,7 milhões de empregos nas empresas pesquisadas, com alta de 9% no período. Já no ano de referência da pesquisa a geração foi de 1,9 milhão de vagas, com aumento de 5,7% ante o ano anterior.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

26 de maio de 2010 | 17h15

A analista da pesquisa, Denise Guichard, disse que o estudo, relativo a 2008, só engloba o ano como um todo e, por isso, não é possível determinar qual foi o desempenho do emprego nas empresas formais especificamente no quarto trimestre daquele ano. No entanto, ela acredita que a desaceleração na geração de vagas esteja relacionada à crise, que abalou sobretudo as indústrias.

Na indústria de transformação, foram criados 631 mil empregos entre 2006 e 2007, mas apenas 210 mil vagas em 2008. De acordo com a analista, ainda que tenha diminuído o ritmo de expansão do emprego, a crise parece não ter afetado o movimento de abertura de novas empresas. Segundo o Cempre, o número de negócios formais aumentou 4,1% em 2008 ante o ano anterior, uma variação maior que a apurada em 2007 (2,7%).

Os dados mostraram também que as empresas mais antigas empregam mais e pagam maiores salários. Pelo levantamento, ainda que 37,7% das empresas investigadas (formalmente constituídas, com CNPJ) sejam novas - ou seja, com até quatro anos de existência - as empresas mais antigas, de 18 anos ou mais, empregavam 41,9% dos assalariados e eram responsáveis por 55,3% dos salários pagos.

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