IBGE: dados mostram estabilidade em empregos formais

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em março ante fevereiro, no patamar de 10,7 milhões de empregados registrados, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 7,4%, com a criação de 739 mil postos de trabalho com carteira assinada.

DANIELA AMORIM, Agencia Estado

20 de abril de 2011 | 14h47

"A qualidade de emprego em 2011 está se firmando. O mercado não só de formaliza como também paga mais. Há mais trabalhadores registrados, com rendimento mais alto", disse o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. O rendimento médio real (descontada a inflação) habitual em março foi de R$ 1.557,00, uma alta de 0,5% ante fevereiro (R$ 1.548,92) e de 3,8% ante março de 2010 (R$ 1.499,59).

Já a média no primeiro trimestre foi de R$ 1.554,01, alta de 4,3% ante o mesmo trimestre do ano passado. Os dados apontaram o mais alto rendimento médio real para março na série histórica, assim como a maior média para um primeiro trimestre.

Crescimento

Apesar da estabilidade da taxa de desemprego, que ficou em 6,5% em março ante 6,4% em fevereiro, o número de trabalhadores ocupados cresce acima do crescimento vegetativo do Brasil, informou o IBGE. O montante de indivíduos com dez anos ou mais no País subiu 1,1% em março ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, o número de ocupados cresceu 2,4%.

"Há uma estabilidade este ano, mas em relação ao ano passado os números são bem favoráveis. A população ocupada cresce acima do crescimento vegetativo do País. E a população desocupada caiu 14% em relação a março de 2010", disse Azeredo. Segundo Cimar, o nível da população ocupada, após uma queda em janeiro, com o fim do contrato de trabalhadores temporários, segue uma trajetória ascendente.

"Nós percebemos uma tendência de recuperação, embora ainda tímida. Seria preocupante se houvesse queda na ocupação em março, mas vemos uma tendência de leve crescimento", afirmou o gerente do IBGE. "As pessoas que foram dispensadas em janeiro com o fim dos temporários ainda estão entre os desocupados. Elas ainda não conseguiram se inserir de volta, porque ainda não aconteceu a alavancada no mercado de trabalho, que costuma se dar no segundo ou terceiro trimestre".

Apesar do nível de ocupação no primeiro trimestre de 2011 ser o maior desde o início da série histórica, em março de 2002, houve dispensa de 27 mil trabalhadores no comércio no mês passado, equivalente a uma queda de 0,6% nos postos do setor na comparação com fevereiro. "A queda do comércio era esperada, porque está num momento de baixa mesmo. Além de haver dispensa de trabalhadores temporários, há recuo na remuneração", explicou Cimar Azeredo. O setor também registrou queda de 2,3% no rendimento médio real do trabalhador, que passou de R$ 1.238,29 em fevereiro para R$ 1.209,50 em março.

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