Jerônimo Gonzalez/Agência RBS
Jerônimo Gonzalez/Agência RBS

IBGE espera queda de 0,5% da próxima safra agrícola

Já a Conab safra deve somar quase 211 milhões de toneladas, uma alta de 1,5%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2015 | 10h03

RIO - A safra nacional de grãos deve ser ligeiramente menor em 2016, após o recorde esperado para 2015, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segundo prognóstico para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do ano que vem está em 209,3 milhões de toneladas, 0,5% inferior ao total esperado para a safra deste ano 2015, que deve totalizar 210,3 milhões de toneladas.

A safra esperada para este ano, porém, será 8,1% superior à de 2014, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro. No entanto, a estimativa do último mês foi menor em 332,7 mil toneladas, uma queda de 0,2% em relação à previsão de outubro.

Já para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos na safra 2015/16, em fase de plantio, é estimada em 210,95 milhões de toneladas, 3,17 milhões de toneladas a mais, ou aumento de 1,5%, em comparação com a safra anterior 2014/15 (207,8 milhões de t). 

Conforme a Conab, a soja apresenta o maior crescimento absoluto, com estimativa de aumento de 6,2 milhões de toneladas, totalizando 102,46 milhões de t. "Os ganhos de área e produtividade da cultura refletem num aumento de 6,5% na produção total do País", dizem os técnicos da Conab no texto de apresentação.

Apenas as culturas de primeira safra tiveram o plantio iniciado, que se estenderá até dezembro. As culturas de inverno, referentes a safra 2015, estão na fase final de colheita. Para as culturas de segunda safra, o plantio se iniciará a partir de janeiro.

Para o milho primeira safra e o algodão a estimativa é de queda na produção total, impulsionada pela redução na área plantada. A recuperação da produtividade de feijão resulta em aumento da produção, apesar da queda na área plantada.

De acordo com o terceiro levantamento da Conab, a área plantada com grãos deverá alcançar 58,55 milhões de hectares, o que representa crescimento de 1,1% em relação à área cultivada na safra 2014/15, que totalizou 57,94 milhões de hectares. A Conab observa que essa área equivale à primeira, segunda e terceira safras, além das culturas de inverno. Os técnicos da estatal ressaltam que, considerando apenas a área efetivamente cultivada, a estimativa é de 43,3 milhões de hectares, levando em conta que os demais 15,2 milhões de hectares equivalem a culturas sobrepostas à área de total.

Segundo a Conab, a cultura da soja, responsável por mais de 56% da área cultivada do país, permanece como principal responsável pelo aumento de área. A estimativa é de crescimento de 3,4% (1,1 milhão de hectares), alcançando 33,2 milhões de hectares na área cultivada com a oleaginosa.

O algodão apresenta redução de 1,6% (15,6 mil ha), o que representa 960,6 mil ha. "Isto é reflexo da opção pelo plantio de soja na Bahia, segundo maior produtor do País", informa a Conab.

Para o milho primeira safra, a exemplo do que ocorreu na safra passada, a expectativa é de redução de 6,7% na área (413,6 mil hectares) a ser cultivada com soja, ficando em 5,7 milhões de ha. O feijão primeira safra apresenta redução de 2,1% (21,9 mil hectares), o que corresponde a 1 milhão de ha no total.

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