IBGE estima queda na venda de veículos no varejo

Preços mais altos, possível redução do crédito e demanda saturada explicam o resultado

Daniela Amorim, da Agência Estado,

13 de dezembro de 2011 | 10h51

RIO - O horizonte pode não ser bom para as vendas no varejo de automóveis, graças a preços mais altos, a uma possível redução do crédito e à demanda saturada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas varejistas de automóveis e motos, partes e peças recuaram 2,8% em outubro em relação a setembro. A queda foi ainda maior na comparação com outubro de 2010, de 4%, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

"Primeiro, o governo aumentou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de importados, porque as próprias montadoras estavam importando automóveis para a venda aqui no Brasil. Então o governo inibiu isso com o aumento de IPI e o custo aumentou", apontou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. "Em segundo lugar, acho que houve muitas vendas em 2009 e 2010, então há uma saturação no mercado", acrescentou.

Pereira contou ainda que há indícios de um aumento na inadimplência em financiamentos de automóveis, o que poderia levar a uma redução nessa modalidade de crédito. "Tenho escutado informações de que há um aumento da inadimplência do pagamento de mensalidades. Isso pode levar à redução de crédito. E como é uma atividade muito sensível ao crédito, pode ter uma piora nas vendas de automóveis. Temos que pagar para ver", disse.

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