IBGE evita falar em recessão técnica

Coordenadora de levantamento do PIB refuta comparação com dados da crise mundial de 2008 e 2009

Daniela Amorim, Mariana Sallowicz, Vinicius Neder , Agência Estado

29 de agosto de 2014 | 11h26

RIO - A gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, evitou falar em recessão técnica quando perguntada diretamente sobre o assunto, na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre. 

Nesta sexta-feira, 29, o IBGE informou que o PIB do segundo trimestre recuou 0,6% ante o primeiro e revisou o resultado de janeiro a março ante o quarto trimestre de 2013, de 0,2% para -0,2%. 

Rebeca também refutou uma comparação com a retração na virada de 2008 para 2009, auge da crise internacional. 

"As taxas são bastante diferentes. As quedas de 2008 e 2009 são bastante pronunciadas", afirmou Rebeca, em entrevista coletiva, no Rio. Após a apresentação dos dados, a gerente do IBGE reforçou que o instituto considera as variações entre -0,5% e 0,5% como estabilidade. 

Além disso, as revisões estatísticas das variações do PIB na comparação com ajuste sazonal, entre um trimestre e o outro imediatamente anterior, são feitas a cada divulgação trimestral. Assim, a variação de -0,2% no primeiro trimestre de 2014 ante o último de 2013 pode passar novamente ao terreno positivo.

"As variações muito grandes, tanto para cima quanto para baixo, são revistas, mas não mudam de sinal. As variações muito próximas do zero, como esse -0,2%, podem modificar (de sinal) no trimestre seguinte", afirmou Rebeca.

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