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IBGE: gás e empregado doméstico pressionam IPCA

O detalhamento dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro mostra que o gás de botijão (3,40%) e os empregados domésticos (1,15%) exerceram as maiores pressões de alta no IPCA do mês (0,24%), sendo que cada um desses dois itens contribuiu com 0,04 ponto porcentual para a taxa mensal. Por causa dos aumentos de preços nesses dois itens, houve aceleração nos reajustes dos grupos Habitação (de 0,47% em agosto para 0,62% em setembro) e Despesas Pessoais (de 0,27% para 0,52%).

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

08 de outubro de 2009 | 10h17

No grupo de Transportes (que passou de -0,11%, em agosto para 0,27% em setembro), a deflação foi interrompida, principalmente, pelos automóveis novos (de 0,25% para 0,67%) e usados (de -1,55% para 0,86%). Houve destaque ainda nas variações nos preços das passagens aéreas (de -10,97% em agosto para 3,58% em setembro), álcool combustível (de 1,44% para 2,31%) e seguro voluntário de veículos (de -2,03% para 0,26%).

No grupo Comunicação (de -0,02% em agosto para 0,22% em setembro), o impacto de alta foi dado pela conta de telefone fixo, que ficou 0,32% mais cara, refletindo reajuste concedido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) às operadoras. O reajuste foi aplicado nas tarifas de fixo para fixo, levando em conta as ligações locais e domésticas de longa distância, a partir de 16 de setembro.

De agosto para setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também se destacaram os aumentos nas variações dos artigos de Vestuário, passando de 0,13% para 0,58% "em função da nova coleção", e do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,21% para 0,30%). Já o grupo Alimentação e Bebidas acentuou o ritmo de queda, passando de -0,01% em agosto para -0,14% em setembro.

No IPCA do mês, "a principal contribuição individual para menos", segundo o IBGE, foi dada pelo leite pasteurizado, que ficou 8,76% mais barato, com -0,11 ponto porcentual de impacto na taxa mensal. Por outro lado, houve aceleração nos Artigos de Residência (-0,24% para -0,03%). O índice engloba a variação de preços para famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas principais áreas urbanas do País.

INPC e Sinapi

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população, ficou em 0,16% em setembro, ante 0,08% em agosto, segundo divulgou hoje o IBGE. No ano, o INPC acumula alta de 3,23% e, em 12 meses, de 4,45%. O INPC refere-se a famílias com rendimento de um a seis salários mínimos.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou variação de 0,20% em setembro, resultado igual ao verificado em agosto, segundo o IBGE. No ano, o índice nacional acumulou alta de 4,58% e em 12 meses, de 7,09%. O custo nacional da construção por metro quadrado que, em agosto, havia ficado em R$ 706,36 passou para R$ 707,78 (setembro). Deste total, R$ 408,23 são relativos aos materiais e R$ 299,55 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,26% em setembro, um pouco abaixo dos 0,29% registrados em agosto. Por outro lado, a mão de obra subiu 0,12% contra 0,07% de agosto. No ano, os materiais acumularam alta de 3,18% e a mão de obra, de 6,55%. Em 12 meses, os resultados foram: 6,47% (materiais) e 7,95% (mão de obra).

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