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IBGE: indústria cresceu sobre base já elevada em 2006

O crescimento de 6% da indústria brasileira no ano passado pode ser considerado mais expressivo do que a expansão de 8,3% em 2004 - o maior aumento até então -, segundo o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales. Segundo ele, o aumento da produção no ano passado ocorreu sobre uma base de comparação elevada, já que houve expansão de 2,8% em 2006, enquanto o crescimento de 2004 ocorreu sobre uma variação zero em 2003.Sales destacou que o ano de 2007 foi marcado pelo aquecimento do mercado interno e sua influência na produção industrial, enquanto em 2004 o arranque da produção havia sido dado pelas exportações. Os principais fatores de estímulo para o crescimento da indústria no ano passado, segundo Sales, foram dados pelo bom desempenho do mercado de trabalho, com aumento da renda e do emprego, além da expansão do crédito e dos investimentos.Máquinas e equipamentosO forte aumento na produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) no ano passado (19,5% ante o ano anterior) é uma característica de qualidade no crescimento da indústria em 2007, segundo Sales. Para ele, os resultados dessa categoria - que mostrou no ano passado a maior expansão desde 2004, quando tinha crescido 19,7% - revelam que houve uma significativa demanda por investimentos e a produção de máquinas e equipamentos acompanhou essa demanda.O crescimento de bens de capital, segundo ele, cria mais capacidade na indústria para atendimento a possível aumento de demanda. Sales observou que o aumento dos investimentos é comprovado não apenas pela produção de bens de capital, mas também pelas importações dessa categoria, que cresceram 33% no ano passado ante 2006. Ele lembrou que esses dados terão um impacto importante na taxa de investimento (Formação Bruta de Capital Fixo sobre o PIB) do ano passado, cujo resultado será apresentado pelo IBGE no dia 12 de março.Os resultados de bens de capital mostram um aumento espalhado dos investimentos em 2007, segundo Sales. No acumulado do ano, houve incremento significativo em bens de capital para indústria (17%), para agricultura (48,3%), para transporte (18,1%), para energia (26%), para construção (18,7%) e para uso misto (inclui equipamentos de informática e de refrigeração, entre outros, 15,4%).

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

08 de fevereiro de 2008 | 11h22

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