IBGE: indústria teve expansão mais lenta em março

Os números da pesquisa industrial brasileira de março, divulgados esta manhã, mostram um "quadro positivo, mas marcado por um menor ritmo de expansão", segundo o IBGE. Para o instituto, a desaceleração da produção industrial em março foi grande, considerando que, em fevereiro, em comparação com igual mês do ano passado, a expansão foi de 9,7%; mas em março, na mesma base de comparação, o crescimento foi de 1,3%. O coordenador de Indústria do IBGE, Sílvio Sales, observou que a desaceleração já era relativamente esperada, em parte porque março deste ano teve dois dias úteis a menos que em março do ano passado. Entretanto, ele disse que não se pode falar ainda em tendência de desaceleração, já que o calendário é um fator pontual. Outras causas apontadas para a menor expansão em março também devem se reverter ao longo do ano, ponderou Sales, como a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que pode ter dificultado a entrada de matérias-primas e componentes importados, e ter prejudicado a indústria nacional. Esta hipótese, salientou ele, não foi investigada a fundo pelo IBGE, mas é reforçada porque um dos setores mais afetados é o de equipamentos de informática e máquinas de escritório, que teve queda 16,9% em relação a março passado. Outro motivo citado por Sales é a queda no refino do petróleo e da produção de álcool (-8,7% em março, ante março do ano passado). "O setor de refino tem um peso grande na produção industrial", comentou. Outros setores montadores com quedas expressivas em relação a março do ano passado são o da linha marrom (TV, rádio e som) com -16,9% - e outros eletrodomésticos (-14,9%). Também houve queda na produção de alimentos (-2,6%) e bebidas (-6,9%). Porém, 14 dos 27 ramos pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento em março, ante março do ano passado.

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